COLUNA OPINIÃO: SER MÃE

Coluna Daniele Lisandro

Por DANIELE LISANDRO

Quando eu me tornei mãe, eu não tinha a mínima noção da dimensão desse papel, não sabia o quanto seria necessário abnegar dos próprios anseios, e quantos caminhos que havia planejado precisariam ser refeitos.

Nem suspeitava existir amor tão sublime e que nos conecta a outro ser para sempre. Através de um simples olhar, somos capazes de sentir o que a criança sente e a cada suspeita de dor nelas, sentimos de forma duplicada;

Depois que um filho nasce, creio que definitivamente deixamos de ser quem um dia fomos. Nossas prioridades mudam drasticamente, a maioria das opções de lazer e de experiências perdem o sentido, quando não conseguimos inclui-los.

Passamos a ter mais medo da morte, e nossas orações passam a incluir o pedido de ter o máximo de tempo por aqui, até que o filho cresça, pelo menos. Até que eles compreendam minimamente a vida, ou o que ela reserva.

É impossível prever a vida que nossos filhos levarão, mas passamos, ainda que de forma ilusória, a transitar por esse mundo como guias, capazes de conduzi-los por toda a vida, como quando conduzimos seus primeiros passinhos.

A maternidade transforma nosso corpo, nosso modo de ver a vida, nosso sono, nossas alegrias, nossas angústias, nossa coragem. Por eles, enfrentamos dores que não seriamos capazes de imaginar, perdemos noites inteiras, renunciamos nossos desejos, e adiamos sonhos.

Suspeito não haver nada mais mágico, extraordinário do que a conexão existente entre mãe e filho, nada que nos faça sentir tanto o que é amor e aconchego, nada que nos faça transcender mais o mundo material.

É obvio que existem momentos muito difíceis, especialmente para aquelas que são mães solteiras como eu, em que falhamos, choramos e por vezes acreditamos que não iremos suportar…Mas não há nada mais compensador do que sentir o cheiro, o olhar, e a alegria que nossos filhos emitem todos os dias.

Se eu pudesse ter a minha mãe aqui, certamente eu hoje agradeceria pelas noites que perdeu acordada comigo, agradeceria todas as vezes que me abraçou quando tive medo, todo amor que me concedeu e que compreendi todas as suas limitações.

Ser mãe é provavelmente um papel “sobre humano’ que nos foi concedido, dentro dos limites de um corpo humano e com falhas.

Desejo a todas as mães um feliz dia! Cheio de amor!


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