CONSCIÊNCIA PARA VOTAR

Discursos prontos motivam as pessoas a votarem em determinados candidatos, especialmente por produzirem um conteúdo simplista, que ignora questões complexas bem como os fatos que contribuem para determinados resultados.

Isso porque a maioria das pessoas não buscam a informação completa, se satisfazem com os “cortes” publicados, por vezes tirados de contexto, e que são utilizados como “arma” de dominação.

Escolhas políticas não deveriam ser feitas pela “paixão”, como quando escolhemos para quem iremos torcer no futebol, mas por um arcabouço formado por fontes seguras de conhecimento.

E essas fontes, das quais cito, podem ser encontradas em livros diversos, que nos ensinam antes de tudo a construir pensamento crítico a respeito da vida em sociedade, das limitações humanas, dos direitos…

Como menciona Byung-Chul Han: “As mídias de massa destroem o discurso racional marcado pela cultura livresca. Produzem uma midiocracia…” e cita Habermas que considera as mídias de massa as responsáveis pelo declínio da esfera pública democrática.

Procurar informações sólidas e que furam “bolhas” é extremamente importante para não apenas seguir a “manada”, mas perceber quando estamos sendo manipulados ou usurpados da nossa capacidade de pensar.

Problemas complexos dão espaço para determinadas figuras políticas se apresentarem como a “MUDANÇA”, como “único caminho’ para resolução de todos os males.

Atribuir a um único partido, ou pequeno grupo, os males de um país, funciona perfeitamente para gerar revolta na maioria, sem que elas tomem conhecimento de como funcionam de fato a aprovação ou desaprovação de projetos.

Ademais, o sentimento de pertencer àquele grupo que compactua de ideias semelhantes, retira a capacidade de análise, de verificação, de contraponto e questionamento, a paixão prevalece e cega qualquer percepção.

E quando não há uma boa base de formação, ligada a incapacidade de reflexão e até inflexão, o sujeito torna-se facilmente manipulável e odiento.

Infelizmente muitos se identificam com aquelas figuras que representam, que fazem um “show’, que trocam as propostas por performance, ataques, e discursos vazios.

Entretanto ainda prefiro crer que salvaremos nossa democracia, e que maioria optará conscientemente pelo melhor candidato, nesse segundo turno que se aproxima.

Bom voto a todos!


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