Inspeção no canal de acesso ao complexo portuário avaliou a estrutura submersa e as condições para futura retirada do navio
A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) realizou, nos dias 3 e 4 de setembro, uma operação de inspeção subaquática nos destroços do navio Pallas, no canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes. O trabalho faz parte do estudo técnico que vai orientar a futura remoção da embarcação.
Durante os mergulhos, equipes técnicas registraram a posição, a distribuição dos destroços no fundo do canal e as condições estruturais do que permanece submerso. As informações serão utilizadas para definir os procedimentos necessários à intervenção.

A operação integra o convênio firmado em maio entre a Univali, o Porto de Itajaí e a Autoridade Portuária Federal, com investimento de R$ 310 mil. O estudo é coordenado pelo diretor do Museu Oceanográfico da Univali, professor Jules Soto.
“Este mergulho permite conhecer com precisão como os destroços estão dispostos e quais partes da estrutura permanecem no fundo. Precisamos dessas informações para definir a melhor estratégia de remoção, considerando as condições atuais do navio e do ambiente onde ele está localizado”, afirma Soto.
Submerso desde 1893
A retirada do Pallas está relacionada à ampliação da Bacia de Evolução nº 2, área utilizada para a manobra dos navios. Com a intervenção, a área de giro poderá atender à operação de embarcações de até 366 metros. Segundo o Ministério dos Portos, a remoção completa do casco está estimada em cerca de R$ 23 milhões e prevista para ocorrer nos próximos dois anos.
O navio está submerso no canal de acesso desde 1893 e foi localizado em 2017, durante trabalhos de dragagem. Em 2025, o Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes movimentou 15,7 milhões de toneladas de cargas. A estrutura do Pallas permanece na área de evolução e interfere nas obras de aprofundamento do canal.
