Prof. Dr. Francisco Pereira, Docente do Curso de Administração da Faculdade Sinergia
A tecnologia contemporânea nos trouxe conforto, velocidade e acesso permanente à informação. No entanto, essa mesma modernidade gerou um efeito colateral preocupante: estamos utilizando telas de forma excessiva e abrindo mão do descanso noturno. O resultado de noites mal dormidas é o cansaço mental, a irritabilidade e a crescente dificuldade de concentração nas atividades diárias.
Acompanhando o ritmo de vida dos meus alunos do curso de Administração na Faculdade Sinergia, percebo o quanto o cérebro é bombardeado por estímulos constantes através de celulares, computadores e redes sociais. Essa dinâmica tem provocado jornadas extras de trabalho e horários reduzidos de sono. O cérebro simplesmente não descansa. Ao sair do trabalho, o indivíduo continua conectado para acompanhar o mundo digital — comportamento que frequentemente se repete em sala de aula e na clássica “olhadinha demorada” no celular antes de dormir. Para compensar o esgotamento, recorre-se ao consumo frequente de bebidas estimulantes, perpetuando o ciclo.
Quando se torna persistente, o uso abusivo da tecnologia sabota o repouso necessário. O hábito está diretamente associado a sintomas de ansiedade, fadiga mental e distúrbios do sono, além de provocar o desinteresse em buscar objetivos de vida reais. Ao navegar sem filtros pelas redes, muitos passam a “viver a vida dos outros”, consumindo realidades maquiadas por inteligência artificial, viagens fictícias e felicidades ilusórias em busca de aceitação social mensurada por curtidas.
É evidente que o celular é uma excelente ferramenta de comunicação, trabalho, estudo e entretenimento. Contudo, ele deve servir como um complemento pessoal ou profissional, e não como o principal “meio de vida”, especialmente em sala de aula, reuniões, etc. Especialistas alertam que a frequência e a intensidade dessa sobrecarga digital fragmentam a atenção e prejudicam funções cognitivas vitais, como a memória, a aprendizagem e o desenvolvimento da inteligência emocional.
A solução não está necessariamente em abandonar a tecnologia, mas no desafio de desenvolver uma rotina que concilie trabalho, estudo, atividade física, convivência social e, fundamentalmente, momentos de desconexão. Se você se identificou com esse cenário e deseja encontrar um equilíbrio na sua interação com o ecossistema digital, convido-o a compartilhar sua experiência comigo pelo e-mail: prof.francisco2020@gmail.com. Um fraternal abraço.
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