Caso de réplica de arma em escola de Navegantes vira debate na ALESC

Deputados criticaram o fato ocorrido durante a festa de Halloween na Escola de Educação Básica Professora Julia Miranda de Souza.

As imagens, repercutidas nas redes sociais e na mídia, de um aluno sendo carregado por um colega com uma arma nas mãos em uma escola estadual de Navegantes foram exibidas durante a sessão plenária da Assemneleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC). O pedido foi feito pelo deputado Sérgio Guimarães (União). O parlamentar disse que a pistola possivelmente era uma réplica, um brinquedo, mas considera inaceitável que a exibição possa ter ocorrido no interior de um estabelecimento escolar.

Assista ao vídeo:

https://www.instagram.com/p/DQ9O55UkQSa

O vídeo seria o registro de uma festa de Halloween na Escola de Educação Básica Professora Julia Miranda de Souza, em Navegantes. Indignado, Guimarães buscou explicações para o fato no ambiente da Secretaria de Estado da Educação e no governo. Foi atendido somente pelo secretário da Casa Civil, Kennedy Nunes. E soube que a Coordenadoria Regional de Educação (CRE) de Itajaí levou o episódio à pauta de reunião.

“Escola é lugar de ensino, aprendizado e cultura”, disse o parlamentar. “Cenas como essas são inadmissíveis, mesmo que seja um simulacro de arma.”

Projetos para dentro das escolas

O deputado Jair Miotto (União) reforçou a manifestação, lembrando que é autor de projeto que proíbe músicas com letras que façam apologia a drogas, e de outro, recente, que impede danças de conotações eróticas em ambientes escolares. “Isso precisa ter punição”, avançou o deputado.

O presidente em exercício da sessão, Marcos da Rosa (União), também fez coro aos colegas de bancada. Ele é autor de projeto de lei que proíbe festas de Halloween nas escolas. Disse que nessas ocasiões são frequentes alunos com imitações de armas brancas, e que essas manifestações não contribuem com o ambiente escolar. “Hoje, cada vez mais se escutam relatos sobre casos de mutilações, jovens com depressão, síndromes de pânico”, disse.

Guimarães encerrou o debate afirmando que espera “providências, o mais rápido possível”.

O Jornal nos Bairros também entrou em contato com a assessoria da Secretaria do Estado de Educação, mas até o momento não obteve retorno. O espaço segue aberto.

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