Safra da Tainha 2026: Cota 20% maior traz otimismo e fôlego financeiro para 300 famílias em Navegantes

Com limite estadual ampliado para 1.094 toneladas, temporada começa em 15 de maio prometendo maior tempo de trabalho e impacto positivo na economia local.

A temporada de pesca da tainha em Santa Catarina começa oficialmente no dia 15 de maio com uma perspectiva renovada para o setor pesqueiro. Após uma última safra em que o limite estadual foi atingido em apenas 41 dias, o anúncio de um acréscimo de 20% na cota de captura traz alívio e otimismo. Para este ano, o volume permitido totaliza 1.094 toneladas, oferecendo uma margem de trabalho significativamente maior para as comunidades litorâneas.

Em Navegantes, o impacto dessa medida é direto na vida de aproximadamente 300 famílias que sobrevivem da pesca artesanal. Mais do que uma atividade econômica fundamental para o município, a pesca da tainha é um pilar da herança cultural açoriana da região. Com o aumento do volume autorizado, a expectativa é de que a receita gerada circule com mais força na economia local, garantindo o sustento de quem depende do mar.

O pescador e armador Daniel Marcílio, que atua no bairro Araçá a bordo da embarcação Emalhe, expressou o entusiasmo da categoria com a novidade. Natural de Porto Belo, mas radicado em Navegantes há anos, Daniel destaca que o apoio do poder público tem sido crucial para a viabilidade do trabalho. Segundo ele, a prefeitura tem colaborado ativamente em frentes logísticas essenciais, como o fornecimento de gelo, óleo e no suporte durante as descargas do pescado.

Normas ambientais

Entretanto, o início da temporada também reforça a necessidade de vigilância quanto às normas ambientais. Durante todo o período de migração da espécie, que segue até 31 de julho, a Prefeitura de Navegantes atuará na fiscalização das regras federais e estaduais. Fabiano Veloso, Diretor de Pesca, alerta que a sustentabilidade da espécie depende do cumprimento rigoroso das diretrizes de distanciamento e do uso correto dos equipamentos.

As embarcações artesanais credenciadas devem respeitar a distância mínima de uma milha náutica (cerca de 800 metros) da linha da costa. Além disso, o uso de redes de malha deve manter um afastamento de pelo menos 300 metros de molhes e costões. Há também restrições específicas para a rede feiticeira, que não pode ser fixa e exige a presença obrigatória do pescador durante o uso.

Para garantir que a safra ocorra dentro da legalidade, uma força-tarefa composta pelo Instituto Ambiental de Navegantes (IAN), IBAMA, ICMBio e Polícia Militar Ambiental realizará fiscalizações rigorosas. O descumprimento das normas pode resultar em multas pesadas, apreensão de equipamentos e embarcações, além de sanções penais aos infratores.

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