A maior aliada da segurança é a prevenção das crianças

O crime não quer educação nem esporte, muito menos escola civico-militar…

Esse editorial, que expressa a opinião do jornal, iria falar sobre os moradores em situação de arruaça, ops, situação de rua, quer dizer. Porém, como as leis só dão direitos e não cobram nenhum dever deles, como bem abordou a secretária de Inclusão e Desenvolvimento Social, iremos trazer outro assunto. Deixando claro que o jornal apoia totalmente a possiblidade de reinserção desses cidadãos à sociedade, porém, quando eles não querem sair das ruas e afetam a segurança pública, os direitos deveriam acabar por ali.

Por outro lado, vamos falar sobre prevenção à violência, pois quanto o que resta é “remediar”, o que ainda tem um efeito mais eficaz é prevenir.  

E a prevenção está nas escolas cívico-militares, como trouxe a matéria do JB sobre a aprovação dos navegantinos à implantação em Navegantes de uma escola mista de gestão compartilhada entre educadores e militares.  

Nas comunidades mais vulneráveis, onde o tráfico atrai crianças e adolescentes para o crime, a figura do policial é vista, muitas vezes, como vilã, alguém que está ali para prejudicar a comunidade e não o contrário. Os criminosos se fazem de vítimas e deixam todos contra os agentes de segurança, ensinando, inclusive, a se referir aos policiais por nomes desrespeitosos.

Agora se essas crianças ou adolescentes, que têm grandes chances de serem atraídos para o mundo do crime, estudarem em uma escola onde convivem com a polícia, onde veem na figura do policial o seu amigo, conselheiro e referência, as artimanhas do crime caem por terra.

Um servidor da Fundação Municipal de Esportes certa vez comentou a um dos nossos jornalistas que criminosos de um determinado bairro não queriam que a prefeitura mantivesse um campinho de futebol na localidade, porque isso “atrapalhava os negócios”. Professores de escolinhas até tinham medo de permanecer lá, pois eram ameaçados. Enquanto a criança ocupa-se com esporte, cultura, educação, há maior probabilidade de virar um bom cidadão.

A escola cívico-militar então vem como uma medida de prevenção, um incremento da educação, fortalecendo o respeito, a disciplina, a cidadania, para despertar nessas crianças a autoafirmação necessária para que decidam não escutar a voz do crime.

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