Proprietária de bordel na BR-470 é presa por escravizar mulheres em Navegantes

Vítimas acumulam dívidas impostas de até R$ 10 mil e eram impedidas de sair da casa de prostituição; companheiro da suspeita, condenado a 24 anos por tortura e estupro, continua foragido.

Uma operação ostensiva da Polícia Civil de Santa Catarina deflagrada na manhã desta quinta-feira (10) colocou fim a um esquema de exploração e trabalho análogo à escravidão que funcionava sob a fachada de uma “casa noturna” às margens da BR-470, em Navegantes.

A ação, comandada pela Delegacia de Navegantes com apoio de Balneário Piçarras e da DECOD de Itajaí, cumpriu três mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. A administradora do local foi presa e encaminhada ao Presídio de Itajaí.

O casal cobrava pelo uso dos quartos e retinha todo o dinheiro auferido pelas mulheres.Crédito: PCSC

O Esquema: Multas Extorsivas e Servidão por Dívida

As investigações começaram em julho de 2026, revelando uma engrenagem de extorsão estruturada para privar a liberdade das vítimas:

  • Cobrança Dupla: O casal cobrava pelo uso dos quartos e retinha todo o dinheiro auferido pelas mulheres.
  • Exploração Financeira: Os valores eram confiscados sob justificativa de consumo de bebidas, alimentos e imposição de “multas” arbitrárias.
  • Armadilha de R$ 10 Mil: Com taxas abusivas, as garotas de programa acumulavam dívidas fictícias de até R$ 10.000,00, sendo impedidas de deixar o local.

Resgate Dramático: O caso veio à tona após o CREAS e o Conselho Tutelar precisarem criar uma “história de cobertura” para resgatar três mulheres confinadas na boate, acionando em seguida as autoridades policiais.

Perfil dos Investigados e Foragido da Justiça

A mulher gerenciava o local sozinha porque seu companheiro, Adelar Antônio Goldoni, já era procurado pela Justiça. Goldoni acumula uma condenação de quase 24 anos de prisão pelos crimes de tortura, estupro e manutenção de casa de prostituição.

Status dos EnvolvidosSituação Atual
Administradora do LocalPresa preventivamente no Presídio de Itajaí
Adelar Antônio GoldoniFORAGIDO DA JUSTIÇA
Vítimas / FuncionáriasResgatadas e encaminhadas para depoimento

Procura-se: Denuncie

A Polícia Civil reforça o apelo à comunidade: Adelar Antônio Goldoni continua foragido. Qualquer informação sobre o paradeiro do investigado deve ser repassada imediatamente às forças de segurança públicas (181 ou 190). O sigilo é garantido.


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