Casa alugada em Navegantes pode estar ligada a grupo milionário do tráfico de cocaína preso nesta semana

Segundo a Polícia Federal, imóvel na cidade abrigava 1,5 tonelada da droga; rede que usava residências como depósitos clandestinos na região já soma 5,2 toneladas apreendidas.

A descoberta de um novo depósito clandestino de cocaína em um imóvel no bairro Cordeiros, em Itajaí, no final da tarde desta terça-feira (8), trouxe novamente à tona a atuação de uma organização criminosa de grande porte no Litoral Norte e Vale do Itajaí. De acordo com a Polícia Federal, a residência alugada em Navegantes, onde foram apreendidos 1,5 tonelada do entorpecente no dia 17 de julho, pode integrar a mesma rede milionária do tráfico de drogas.

Ao todo, investigações da PF apontam que o grupo utilizava casas alugadas em bairros residenciais de diferentes municípios como “mocós” ou depósitos temporários. A estratégia buscava despistar as forças de segurança enquanto a droga era preparada para escoamento por rotas terrestres e portuárias da região.

A apreensão em Navegantes e a teia do grupo

A apreensão realizada em Navegantes em julho foi a segunda maior carga isolada recolhida durante as ações ligadas a esse mesmo grupo. Na ocasião, 1,5 tonelada de cocaína estava estocada no imóvel.

As investigações prosseguiram e, após seis apreensões consecutivas — que incluem imóveis em Blumenau e Itajaí, além de abordagens a veículos em Joinville e no estado de São Paulo —, o montante retirado de circulação já alcança 5,2 toneladas. Segundo estimativas das autoridades, o material apreendido poderia render mais de R$ 940 milhões aos criminosos se fosse comercializado.

Atuação silenciosa em bairros residenciais

A forma de operar do grupo chamou a atenção dos investigadores pelo padrão repetido nas cidades afetadas. Os imóveis alugados mantinham rotina discreta, com cortinas permanentemente fechadas e pouca movimentação visível. Na ação mais recente em Itajaí, por exemplo, os pacotes de cocaína estavam ocultados sob o piso da sala da residência.

Até o momento, cinco pessoas foram presas em flagrante nas ações coordenadas pela Polícia Federal, com o apoio da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC). As investigações seguem em andamento para identificar outros integrantes da organização criminosa e esclarecer a extensão exata da rede na região.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: Conteúdo protegido!