Moana integra o grupo de cães do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina com maior número de certificações nacionais em buscas e salvamentos
Quando vidas estão em risco e o tempo corre contra, Navegantes também está representada entre os maiores destaques do país em operações de busca e resgate. A labradora bombeira Moana, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), lotada em Navegantes, está entre os cães mais preparados do Brasil para atuar em cenários extremos, como desabamentos, deslizamentos e buscas em áreas de mata fechada.
Moana, que atuou em resgates como na enchente do Rio Grande do Sul em 2024, forma binômio com o cabo Thiago Evandro Amorim, seu condutor, com quem atua em missões de alta complexidade. Juntos, eles acumulam certificações nacionais que colocam Santa Catarina no topo do ranking do Comitê de Busca, Resgate e Salvamento com Cães (Conabresc), ligado à Liga Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (Ligabom).
Considerada, atualmente, a cadela com maior número de certificações do país, Moana alcançou o Nível 11, a graduação máxima nacional, com atuação reconhecida em diferentes modalidades de busca. O desempenho é resultado de treinamento rigoroso, avaliações técnicas frequentes e da sintonia entre cão e bombeiro, fator essencial para o sucesso das operações.
Especialistas em Cenários Extremos
Hoje, os quatro cães com maior número de qualificações em todo o território nacional pertencem ao CBMSC. No topo da pirâmide está Moana (nível 11), Bono (Nível 10), Nick (Nível 8) e Luna (Nível 7). Ao todo, o estado conta com um “pelotão” de 10 cães que somam 54 certificações e um recorde de aprovação que reflete o rigor do treinamento e a sinergia entre o cão e seu condutor (o binômio).

Os cães do CBMSC são preparados para atuar em dois grandes tipos de cenário: urbano, em ocorrências envolvendo escombros e soterramentos, e rural, voltado à busca de pessoas desaparecidas em áreas de vegetação densa. Dentro dessas frentes, os binômios podem ser certificados para localizar vítimas vivas, por meio do faro aéreo, ou para a busca por restos mortais, etapa fundamental para o encerramento de operações e para dar respostas às famílias.
O reconhecimento nacional é visto pelo CBMSC como consequência de um padrão técnico rigoroso, que só permite a atuação dos cães em ocorrências após certificação oficial. Para a corporação, a presença de binômios altamente qualificados garante mais precisão, agilidade e esperança nos momentos em que cada minuto pode ser decisivo.
