Tribunal confirma até 21 anos de prisão para quadrilha de SP que roubava relógios na Brava

O grupo criminoso, que ostentava disfarce de entregador, foi condenado após roubar dois relógios avaliados em R$ 200 mil.

A 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) confirmou a condenação de cinco homens vindos de São Paulo que planejaram e executaram o roubo de dois relógios de luxo na Praia Brava, em Itajaí — região vizinha a Navegantes. Somadas, as penas dos criminosos ultrapassam os 80 anos de prisão em regime fechado, variando de 12 a 21 anos para cada um. O grupo teve o direito de recorrer em liberdade negado.

O crime aconteceu em abril de 2024, dentro de um restaurante na Brava. Segundo a denúncia, a quadrilha agiu de forma extremamente organizada: monitoraram as vítimas, confirmaram o valor dos relógios (avaliados em R$ 200 mil) e enviaram um dos membros disfarçado de entregador de aplicativo para fazer a abordagem armada. Após o assalto, o falso entregador abandonou a moto e fugiu em um carro de apoio.

Divisão de tarefas pesou na pena

A Justiça detalhou como funcionava a estrutura da quadrilha, aplicando as maiores penas aos cabeças da organização:

  • Logística e Fuga (21 anos e 9 meses): Pena mais alta para o responsável por arquitetar a fuga e dar o suporte aos executores.
  • O “Avaliador” (17 anos e 3 meses): Responsável por escolher as vítimas, identificar o valor dos relógios e intermediar a venda dos objetos roubados.
  • Olheiros e Informantes (15 anos; e 14 anos e 7 meses): Dois réus ficaram encarregados de monitorar os passos das vítimas e enviar a geolocalização em tempo real.
  • O Executor (12 anos e 10 meses): O homem que usou a farda de entregador e apontou a arma. Ele foi o único a confessar o crime.

Planejamento vinha de São Paulo

A defesa dos réus tentou recorrer ao TJSC pedindo a absolvição por falta de provas e contestando o uso de arma de fogo, mas os desembargadores negaram os pedidos por unanimidade.

Mensagens e dados extraídos dos celulares dos próprios criminosos foram cruciais para a condenação. De acordo com a desembargadora relatora do caso, os celulares provaram que o grupo já saiu de São Paulo com o objetivo claro e planejado de rodar o litoral catarinense atrás de relógios de alto valor.

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