Famílias enfrentam a falta de vagas para tratamento e internação de dependentes em Navegantes.
A falta de vagas em comunidades terapêuticas tem preocupado famílias que buscam tratamento para dependentes químicos em Navegantes. A demanda por internações supera a capacidade de atendimento disponível atualmente na rede pública de Santa Catarina, fazendo com que pacientes aguardem por uma oportunidade de tratamento.
Um pai procurou a redação do Jornal nos Bairros para relatar a situação do filho, dependente químico e ex-morador em situação de rua. Após ser atendido pelas equipes de abordagem social, o homem retornou para a casa da família, mas segue aguardando uma vaga para iniciar o tratamento.
Em Navegantes, a abordagem social e o acompanhamento das pessoas em situação de rua são realizados pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). Já os encaminhamentos para tratamento de dependência química passam pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), vinculado à Secretaria Municipal de Saúde.
As vagas em comunidades terapêuticas são disponibilizadas por meio da rede estadual, porém a quantidade ofertada não tem sido suficiente para atender toda a demanda existente.
Demanda antiga
A dificuldade para conseguir vagas não é um problema recente. Em entrevista concedida ao Jornal nos Bairros em novembro de 2025, a secretária municipal de Inclusão e Desenvolvimento Social, Luciane Bittencourt, já havia apontado a limitação de vagas como um dos principais obstáculos no atendimento a dependentes químicos.
Na ocasião, a secretária destacou que, mesmo após as abordagens realizadas pelas equipes técnicas e os encaminhamentos necessários para tratamento, muitos pacientes precisavam aguardar pela disponibilidade de vagas na rede estadual.
Segundo ela, a escassez de vagas acaba comprometendo a continuidade do atendimento oferecido pelos serviços municipais, que realizam o acolhimento, o acompanhamento social e os encaminhamentos, mas dependem da estrutura estadual para a internação dos pacientes que necessitam desse tipo de tratamento.
A situação preocupa familiares que convivem diariamente com a dependência química e buscam alternativas para interromper o ciclo de vulnerabilidade social, especialmente nos casos em que a pessoa aceita receber ajuda ou apresenta necessidade de tratamento especializado.
O Jornal nos Bairros encaminhou questionamentos à Secretaria de Estado da Saúde sobre a falta de vagas em comunidades terapêuticas e aguarda informações sobre a demanda atual e eventuais ações para ampliar a oferta de tratamento. Até o momento, não tivemos respostas.
Enquanto aguardam uma vaga, famílias e equipes de atendimento seguem acompanhando os casos, na expectativa de que o acesso ao tratamento ocorra antes que a situação se agrave ainda mais.
