Projeto prevê investimentos de até R$ 300 milhões e busca evitar problemas que já impactaram a operação portuária da região
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, nesta terça-feira (19), a concessão do canal de acesso aquaviário utilizado pelos portos de Itajaí e Navegantes. O projeto prevê contrato de 25 anos, com possibilidade de prorrogação, além de investimentos estimados em cerca de R$ 300 milhões para manutenção da navegabilidade e da profundidade operacional do rio.
A medida é considerada estratégica para o complexo portuário catarinense, que nos últimos meses enfrentou problemas provocados pela falta de dragagem do canal. Em abril, a Marinha do Brasil determinou uma restrição de 30 centímetros na navegabilidade após atraso no envio dos levantamentos batimétricos, responsáveis por medir a profundidade do rio.
Problemas com a dragagem
Na prática, a redução obrigou navios que operam na Portonave e no Porto de Itajaí a diminuírem a carga transportada em aproximadamente 10%, o equivalente a cerca de 220 contêineres a menos por embarcação. A medida afetou diretamente a logística e a movimentação portuária da região.
Após o episódio, a administração portuária informou que uma draga de sucção foi acionada para atuar no canal, enquanto novos estudos sobre a chamada “lama fluída” foram encaminhados à Capitania dos Portos para reavaliação das restrições.
Caso avance, esta será a segunda concessão de canal portuário do Brasil. A primeira ocorreu no Porto de Paranaguá, no Paraná, leiloado no ano passado. A expectativa do setor é que o novo modelo traga maior previsibilidade aos serviços de dragagem e reduza os riscos de novas limitações operacionais no complexo portuário de Itajaí e Navegantes, considerado um dos mais importantes de Santa Catarina.
