
Academia de Letras do Brasil de Santa Catarina – Seccional Navegantes
Acadêmica: Professora Nalba Lima de Souza, Mestre em Literatura Brasileira, cadeira n. 3
Meu São José, dê licença,
Pra no seu dia pedir
Que no sertão nordestino
A chuva possa cair.
E que caia de mansinho,
Devagar, devagarinho,
Para que o agricultor
Possa colher o feijão,
A soja e o arroz
Para saciar a fome
Da sua população.
Meu São José, dê licença,
Pra no seu dia pedir
Que no sertão do nordeste
O verde possa florir,
Trazendo verduras frescas,
Macaxeira, rabanete,
Batata doce, tomate,
E que tudo isso
A fome mate.
Meu São José, dê licença,
Para no seu dia pedir
Que no sertão do nordeste
A chuva possa cair,
Fazendo também brotar
Muitas frutas suculentas
Para o povo saborear.
Meu São José, dê licença,
Pra no seu dia pedir
Que no sertão do nordeste
A chuva possa cair,
Pois quando isso acontece
No peito do agricultor
A esperança floresce,
A esperança de colher
Os produtos que ele planta,
Para o seu povo comer.
