No mês de março, o “leão” cobra os brasileiros a acertar as contas com a Receita Federal. Aliás, o Brasil é o país que mais recolhe impostos em todo o mundo. Em 2024, a carga tributária bruta atingiu cerca de 32,3% do PIB – uma das mais altas da América Latina. Entra governo, sai governo, e o peso em nossos bolsos nunca diminui.
Durante todo a sua vida, o governo é teu sócio. IRPF/IRPJ, ICMS, ISS, IPI, PIS/Cofins, IOF, IPTU, IPVA, ITCMD, etc. Com a Reforma Tributária, novos tributos como IBS, CBS e o IS estão sendo implementados.
Ingênuo é quem pensa que a casa é realmente sua, que o carro lhe pertence. Atreva-se a não pagar o imposto veicular em dia. O veículo pode ser apreendido e, caso a dívida não seja quitada — somada às taxas de pátio — acaba indo a leilão. Ou seja, o carro não é seu, é do governo – o sócio majoritário.
E como se não bastasse pagar o IPVA, o governo ainda faz concessão pública de rodovias e você tem que pagar pedágio para um terceiro – que vira mais um sócio do seu carro.
O pior é que apesar de arrecadar como países desenvolvidos, o Brasil é classificado como um dos piores em retorno de bem-estar à sociedade, ocupando a última posição em um ranking de 30 países com maior arrecadação.
E no fim da vida, não pense que você está livre do governo. A morte, para o brasileiro, não é o fim das obrigações fiscais, mas o acerto de contas definitivo. É no inventário que o estado deixa de ser sócio e vira herdeiro necessário de tudo o que você ousou conquistar. Entre taxas, carimbos e impostos, o governo garante que, mesmo no adeus, a maior parte do bolo permaneça na mesa de quem nunca ajudou a assá-lo. O sócio majoritário da sua vida é, por fim, o herdeiro absoluto da sua história.
