O preço do turismo sem planejamento
Falta de água, quedas no fornecimento de energia elétrica e violência nas praias. Esse tem sido o cenário do litoral de Santa Catarina durante as festas de fim de ano e o início de janeiro.
Somente em Balneário Camboriú, cerca de 1 milhão de pessoas passaram a virada do ano na cidade. O que deveria ser positivo para a economia e para o setor turístico tem se transformado em transtornos para a população local.
Não adianta atrair turistas se não há infraestrutura suficiente para atender a todos.
O Estado já enfrenta uma migração desordenada, que sobrecarrega principalmente as cidades litorâneas. Soma-se a isso o crescimento acelerado da construção civil: casas onde antes viviam famílias de quatro ou cinco pessoas dão lugar a edifícios que abrigam centenas de moradores.
Esse cenário impacta diretamente o abastecimento de água, o sistema de esgotamento sanitário — baseado em tubulações projetadas para uma realidade muito diferente — e o fornecimento de energia elétrica, que sofre constantes oscilações por falta de investimentos na ampliação da rede.
Santa Catarina cresce, mas a infraestrutura não acompanha esse ritmo. O resultado é um Estado que, em plena alta temporada, pede socorro.
