
Academia de Letras do Brasil de Santa Catarina – Seccional Navegantes
Acadêmica: Professora Nalba Lima de Souza, Mestre em Literatura Brasileira, cadeira n. 3
O cordel é um gênero de poesia popular que tem como funções divertir, informar e, com tom coloquial, criticar alguns aspectos da sociedade.
Os cordéis se originaram no Renascimento, século XVI, quando começaram as impressões das narrativas orais que os trovadores medievais contavam.
Chegaram aqui ao Brasil, por intermédio dos portugueses, no século XVIll e se espalharam no Nordeste no século XIX, onde ganharam muita força devido à linguagem local, aos temas do folclore, o tom coloquial e o domínio da expressão oral desse povo.
As estrofes mais utilizadas são as sextilhas (de seis versos), em redondilhas maiores (denominação dada aos versos de sete sílabas), muito bem metrificados, para garantir a musicalidade do poema. Nesse padrão, o quarto verso rima com o segundo e o sexto segue a mesma rima dos versos 2 e 4.
O cordel tornou-se veiculador de muita informação e era divulgado em pequenos folhetos com ilustrações em xilogravura, pendurados em cordas (cordéis), em locais de circulação. Antigamente, eram vendidos em feiras e nos mercados, hoje já são comercializados em livrarias diversas.
Em 19 de novembro é comemorado o dia do cordelista em homenagem ao nascimento de um exímio repentista: Leandro Gomes de Barros (19 de novembro de 1865). Outros nomes enriquecem o cordel aqui no Brasil, como: Patativa do Assaré e João Martins de Athayde.
Em 1988, foi fundada a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, com sede no Rio de Janeiro.
Pra terminar, um apelo:
Não deixem o cordel morrer,
Pesquisem com muito afinco
Para que possam aprender
Só assim essa cultura
Não vai desaparecer.
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