A segurança começa em casa

Frequentemente, pais de alunos pedem por mais segurança nas escolas da região. O anseio é intensificado diante de casos de grande repercussão como massacres em creches e escolas. Entretanto, o número que tem alarmado é o de violência registrada dentro do ambiente escolar, pelos próprios alunos.

Nessa semana, a Secretaria da Educação de Navegantes informou que tem a intenção de implantar, como medida de segurança, sistema de reconhecimento facial nas unidades escolares do município, tendo como piloto a escola CAIC, no bairro Nossa Senhora das Graças. A tecnologia é eficaz para a segurança no que diz respeito em proteger os alunos de possíveis agressores que tentem entrar na escola, mas como garantir proteção dentro do ambiente escolar, se ali também frequentam os alunos violentos?

As escolas podem estar o mais dotadas possível de protocolos e tecnologias de segurança, mas enquanto a educação não partir de casa, a violência não diminuirá, o aluno violento vai continuar sendo violento, as escolas nunca estarão totalmente seguras.

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Em uma entrevista concedida ao Jornal nos Bairros, em maio, a Doutora em Ciências e Mestre em Educação, professora Ana Isabela Mafra, frisou que a violência dentro do ambiente escolar vem, principalmente, do meio familiar que o aluno convive. Para ela, a falta de recursos para o essencial, o ambiente familiar agressivo e a falta de acompanhamento dessa criança são os principais elementos que constituem a personalidade violenta do aluno.

Crianças e adolescentes que convivem com a violência dentro de casa ou que por questão de omissão não é imposto a elas limites, serão a réplica dentro da sala de aula. Como esperar que esses alunos tenham um comportamento diferente, se são criados num ambiente inapropriado? Como esperar que a escola seja segura, se o ambiente familiar não é seguro?

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