COLUNA: POLÍTICA EM PAUTA

Lauro Scheel

Taxa Selic X Inflação

Vamos analisar um pouco a taxa selic. Ela teve novo aumento para 15% ao ano. E o que significa isto? Eu particularmente discordo dos teóricos de economia que precisa aumentar a taxa selic para baixar a inflação. Será? Aumentando a taxa selic o dinheiro fica mais caro para a maioria do povo brasileiro e para as empresas. Isto significa que a tendência das empresas é aumentar um pouco os produtos, afinal tudo é repassado para o consumidor.  Ficando mais caro, querem que o povo consuma menos para baixar os preços.  Mas com juros mais altos como isto é possível as empresas venderem mais barato?

Quem perde?

A taxa selic alta quem sai prejudico são as pessoas mais pobres que terão que consumir menos e pagar juros mais altos de empréstimo. Alegação que inflação é prejudicial aos pobres, concordo.  Taxa selic alta também prejudica os pobres. Hoje perde quem quer financiar um imóvel próprio, um carro ou um bem de consumo a prazo.

Quem ganha?

Ganha quem tem dinheiro, os mais ricos porque ganham sem correr riscos.  Se calcularmos uma inflação em torno de cinco por cento e taxa selic de quinze por cento, ganha liquido dez por cento ao ano.  Para que investir em empresa com todos os impostos do mercado e gastos com funcionários, fornecedores, problemas com clientes?  Ganha “limpinho” sem precisar fazer nada.  Para o pessoal chamado da “Faria Lima” é um excelente negócio esta selic alta.

Quem paga esta taxa selic

A selic é referencial da divida interno que os governos federais, de quase todos os países do mundo tem e pagam por seus títulos.  E de onde vem este dinheiro?  Do governo federal que paga primeiro os juros da divida, depois as obrigações constitucionais e o que sobra, quando sobra, é para investimentos.  Paga o povo brasileiro geralmente de menor renda porque aqui no Brasil os impostos são recolhidos no “consumo”.  O povão é quem paga aos magnatas estes valores astronômicos.  Por isto minha critica sobre esta alta de juros a custo do “lombo” do povão.

Funciona?

O Banco central aumentando a taxa selic quer também esfriar o mercado, que segundo teorias, aumentando a taxa diminui a inflação.  Mas por outro lado, vemos o governo federal boicotando isto liberando o décimo terceiro para os aposentados, liberando empréstimo consignado para CLT. São medidas de mais dinheiro girando no mercado.  A luta entre tirar circulação de moeda e aumentar a circulação de moeda. Estamos vendo que não está funcionando e o que o Banco Central vai fazer?  Elevar mais a taxa selic para que empregados percam seus empregos? As pessoas fiquem mais endividadas e com o nome “sujo” sem credito? Aumento da pobreza para maioria do povo para beneficiar poucos “ricos”? Por isto parabenizo o governo do presidente Lula por concordar comigo (ou eu com ele) sobre a taxa selic estratosférica.

Relembrando

Quando do ataque das torres gêmeas nos Estados Unidos junto com as quebradeiras de lá, o governo de George Walquer Bush, presidente na época, apelou aos americanos que comprasse produtos americanos para não deixar a economia cair, tanto que zerou a taxa de juros.  É um exemplo que precisamos olhar com carinho.  Aqui creio eu que havendo consumo e geração de empregos, o pouco de inflação que temos e que não baixa e não sobe, fica em torno de cinco por cento, geraria empregos, financiamento de imóveis movendo um super mercado de serviços e materiass. Com certeza do meu ponto de vista seria muito melhor.

E se…

A taxa selic são os valores pagos pela divida interna.  Ou seja, quanto maior a taxa selic, mais o governo vai pagar de juros da divida  dele.  E de onde ele tira?  Dos impostos que a gente paga.  Mais juros pagos, menos sobram para investimentos.

Injusto criticar só

Todos criticam o governo federal que precisa reduzir custos.  Concordo.  Mas tirar dos aposentados? Tirar da educação? Tirar da Saúde? Seria bem melhor tirar os juros pagos a grandes instituições que vivem de juros.  Com a taxa selic em quinze por cento ao ano, em cinco anos dobra o capital sem fazer nada.  Quem tem dinheiro aplicado ganha. Quem precisa, paga juros exorbitantes.  Quem precisa financiar um imóvel ou veiculo paga juros para repassar aos grandes investidores.  Somente lembrando, no governo do ex-presidente  entre agosto de 2020 e março de 2021 a taxa selic era dois por cento. Claro que os juros pagos eram bem menores, mas a força dos grandes investidores da “Faria Lima” não estavam contentes. E eles têm força.

E o congresso?

Só aumentam as despesas.  Um governo precisa que todos os entes federais também apertem os cintos.  O congresso é o primeiro a ser omisso no caso de super salários e não abrem mão de suas emendas que muitas vezes são enviadas sem transparência.

Projeto Vereador Gabriel

Projeto busca garantir transporte gratuito para universitários de Navegantes. O vereador Gabriel dos Anjos (PODEMOS) apresentou recentemente ao Poder Executivo um anteprojeto de lei que prevê a concessão de transporte gratuito para estudantes universitários, de pós-graduação e cursos técnicos profissionalizantes que residem em Navegantes e estudam nas cidades de Itajaí, Balneário Camboriu e no próprio município. A proposta surgiu da necessidade de facilitar o acesso à educação de qualidade, especialmente para os alunos que enfrentam dificuldades financeiras para se deslocar até as instituições de ensino. Segundo Gabriel, o transporte tem sido uma barreira para muitos jovens que desejam continuar os estudos.

Estudos e Pesquisa

Para avançar com a iniciativa, o gabinete do vereador identificou a necessidade de reunir dados concretos sobre a quantidade de estudantes que fazem esse trajeto diariamente. Por isso, foi lançada uma pesquisa para mapear quantos alunos de Navegantes estudam fora da cidade, em quais instituições estão matriculados, quais meios de transporte utilizam atualmente. “Estamos realizando essa coleta de dados por meio de um formulário. Com essas informações em mãos, queremos apresentar números reais ao governo municipal, mostrando a importância e a viabilidade do projeto”, explica Gabriel. A idéia segue exemplos bem-sucedidos de cidades vizinhas, como Penha e Balneárias Piçarras, que já oferecem esse tipo de benefício para seus estudantes. O objetivo é garantir que os jovens de Navegantes também tenham a mesma oportunidade de crescimento pessoal e profissional, sem que o custo do transporte seja um empecilho.Todos tenham a oportunidade de estudar.

Governador Jorginho Mello

Sempre se buscou por parte de políticos sintonizados com o povão, que estudar de forma gratuita é dever do Estado e que todos possam usufruir desta obrigação governamental. Segundo consultores que acompanhei um movimento de esquerda luta para que todos tenham direito ao estudo gratuito e com qualidade e não apenas aqueles que podem pagar por este benefício.  Com a implantação da Universidade Gratuita do governador Jorginho Mello (PL) é uma maneira de quem não tem condições de pagar uma Universidade/Faculdade, o governo do Estado de Santa Catarina iria fornecer estas condições.  Já parabenizei este ato do governador e continuo parabenizando, porque o maior bem que temos é nosso conhecimento.

Mas…

Infelizmente existem os aproveitadores que não precisam deste beneficio e podem pagar uma Universidade/Faculdade por ter alta renda e elevado patrimônio e estes “engraçadinhos” se aproveitaram da “Lei de Gerson” de “querer levar vantagem em tudo” e tirar a vaga de alguém que precisa e não tem condições de pagar.  Cabe aos órgãos de fiscalizar estes processos, que a excelente idéia do Governo Estadual de Jorginho Mello de Universidade Gratuita para alunos de  baixa renda possam estudar e ter seus sonhos futuros realizados.

Audiência Pública na ALESC

Na última terça-feira, 24 de junho, as Comissões de Finanças e Tributação e de Educação promoveram audiência pública sobre o Programa do governo Jorginho Mello que financia matrículas em instituições privadas com recursos públicos. O Tribunal de Contas do Estado identificou indícios de irregularidades em 18.300 bolsas do programa Universidade Gratuita (UG). São casos como divergências de patrimônio e renda incompatível superior a R$ 11 mil (limite do programa), entre outras situações. O prejuízo aos cofres públicos pode alcançar segundo o TCE, R$ 324 milhões. Órgãos de fiscalização precisam ficar de olho…

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