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CONSTRUÇÃO CIVIL EM NAVEGANTES MANTÉM RITMO ACELERADO MESMO NA PANDEMIA

Navegantes continua a crescer verticalmente. Os edifícios residenciais e comerciais estão sendo erguidos em ritmo acelerado. Nem mesmo a pandemia causada pelo coronavirus fez com que o setor da construção civil sofresse impacto financeiro negativo.

O engenheiro João José Bento de Souza, sócio-proprietário da SBJ Construtora e Incorporadora, de Navegantes, afirmou que o setor sofreu um impacto negativo somente nos três primeiros meses da pandemia, no ano passado. Contudo, o saldo final de 2020 acabou sendo positivo, mantendo o setor aquecido também no início de 2021. “Conseguimos manter todos os nossos colabores e, esse ano, devemos ter um incremento de mão-de-obra em torno de 20%. Só o que tem prejudicado o ritmo nos últimos meses é o desabastecimento de alguns insumos, como PVC, cobre e, principalmente, o aço”, ressaltou.

O engenheiro lembra, ainda, que no início da pandemia, houve muita preocupação com as estratégias que a empresa devería seguir para minimizar os impactos negativos. “Isso fez com que mantivéssemos a equipe toda unida, no sentido de preservação da empresa, bem como dos empregos, procurando reduzir custos e otimizar, ainda mais, os processos. Isso acabou melhorando o nosso desempenho. No segundo momento, quando o mercado começou a reagir, retomamos novos projetos  de forma acelerada e estaremos, já em 2021, iniciando novas obras, bem como preparando novos lançamentos para os próximos anos. Acredito que a SBJ sai ainda mais forte desse momento tão complicado”, concluiu.

Setor Imobiliário seguiu o ritmo do crescimento

Com a alta da construção civil, o setor imobiliário, consequentemente, também se mantém aquecido durante a pandemia. O corretor de imóveis, Leandro Rocha, proprietário da Navegantes Imóveis, pontuou que, durante esse período de incertezas, muitos investidores mudaram o foco de seus investimentos para algo mais sólido e concreto, os imóveis – seja na planta ou pronto para rentabilizar como locação.

O corretor explica que, em números, os apartamentos entre 300 e 500 mil reais são os mais vendidos, atingindo um público que geralmente já tem uma estabilidade financeira – funcionários públicos, funcionários de grandes empresas e pequenos e médios empresários. Entretanto, o mercado continua oferecendo uma gama de imóveis para todas as faixas, seja pelo Programa Minha Casa Minha Vida – que atinge um público com uma renda de até uns cinco mil reais  – até alto padrão, ou seja, acima de um milhão – que é um público de quem já atingiu a independência financeira, na maioria empresários.

Além disso, investidores de fora do município continuam adquirindo imóveis na cidade. “Usamos como referencia o bairro Gravatá, que por tradição atrai turistas e investidores de todo o Vale do Itajaí e também cidades de outros estados, como Curitiba e São Paulo. Isso porque, Balneário Camboriú, Itapema e Praia Brava, em Itajaí, estão com preços muito elevados. Sendo assim, quem deseja fazer um investimento por um valor menor, Navegantes acaba sendo a bola da vez”, enfatizou.

Em 2021, a procura por locação de salas pequenas também teve alta, devido a muitos micro-empresários fecharem as suas portas durante a pandemia e empreenderem em novos ramos. Além disso, empresas de franquias também procuram o mercado de Navegantes para montar as suas franquias ou filiais.

Financiamentos auxiliam a compra de imóveis

Conforme Eduardo Evaristo Corrêa, correspondente bancário da Objetivo Caixa Aqui, de Navegantes, também foi um dos melhores anos para o financiamento bancário imobiliário. Isso porque, a Taxa Selic – ​a taxa básica de juros da economia, – teve baixa histórica, fazendo com que os bancos ficassem mais competitivos, baixando as taxas de juros e, assim, incentivando a compra de imóveis por meio de financiamento bancário. “Quem estava sem coragem de investir, viu a oportunidade da vida. Foi um caso atípico que incentivou muito o financiamento”, afirmou.

Na opinião do correspondente, o isolamento social também contribuiu no desejo de aquisição de um novo apartamento ou casa, visto que as pessoas passaram a ficar mais tempo em casa, vendo a necessidade e o desejo de mudar para um local maior e melhor.

Para quem prefere construir, nesse período de pandemia a Caixa Econômica Federal reabriu a linha de crédito para financiamento de lote urbanizado (terreno), linha esta que estava encerrada há mais de dois anos. Ela permite o financiamento de até 70% do valor do lote, de acordo com a renda do cliente, e entrada dos outros 30%, com pagamento até em 240 meses, conforme idade da pessoa. Além disso, lançou mais um tipo de taxa de juros, que é atrelada ao Índice da Poupança. Ela funciona da seguinte forma: Existe uma taxa de juros fixa, e a parcela irá depender da variação da taxa de juros da poupança, que hoje tem dado em torno de 1.9 ao ano, ou seja, 3.70 somado à taxa de juros da poupança, cerca de 5.35% ao ano.

“Essa é uma taxa muito atrativa que a Caixa lançou nesse período de pandemia, para poder concorrer com outros bancos que criaram taxas parecidas, mas que hoje não conseguem bater a nossa. Mesmo com a alta nos financiamentos, a Caixa pretende mantê-la. E mais, está para ser lançada, ainda nesse ano, uma linha de crédito com 100% de financiamento, sem precisar de entrada. Outro grande incentivo para quem quer adquirir um imóvel”, finalizou.  

Texto: Louise Benassi


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