Com construção de fragatas da Marinha em andamento, município debateu tecnologias de uso dual, lei municipal de incentivo e vitrine de inovação com a FIESC.
ITAJAÍ — Palco de um dos maiores projetos navais das Forças Armadas no país — a construção de quatro fragatas da Classe Tamandaré para a Marinha do Brasil —, Itajaí deu mais um passo para se consolidar como hub estratégico de tecnologia militar e segurança. O município sediou, nesta quarta-feira (30), no Elume – Centro Regional de Inovação, a reunião do Conselho de Desenvolvimento da Indústria de Defesa (Condefesa/FIESC).
O encontro alinhou setor produtivo, Forças Armadas e poder público para impulsionar a Base Industrial de Defesa catarinense. O grande destaque do debate foi o avanço de uma legislação municipal inédita voltada ao setor, cujas articulações ganharam ritmo após tratativas com o Ministério da Defesa.
Entre os pilares discutidos esteve o potencial das chamadas tecnologias de uso dual — soluções criadas originalmente para o mercado civil que possuem aplicação direta em operações militares e de segurança pública. Além do debate sobre mobilização nacional e soberania, o evento contou com uma vitrine de negócios do projeto Economia Azul (Sebrae/SC), onde empresas locais apresentaram soluções prontas para abastecer a cadeia de defesa nacional.
O movimento reflete o impacto prático do programa de fragatas na Foz do Rio Itajaí, que já injeta recursos na economia regional e eleva a exigência por fornecedores qualificados e mão de obra de alta tecnologia.
