Após receber diversos questionamentos de servidores sobre irregularidades no decreto e no edital da gestão democrática da Educação em Itajaí, o Sindifoz protocolou, nesta semana, um ofício direcionado à Secretaria de Educação e ao prefeito municipal. O documento cobra esclarecimentos sobre as alterações implementadas para o processo deste ano.
Entre os problemas identificados pelo sindicato está a defasagem no número de vagas ofertadas. Das 118 unidades escolares da rede municipal, apenas 99 foram contempladas no edital. Além disso, não foram disponibilizadas as vagas para o cargo de diretor adjunto, o que representa uma omissão de cerca de 50 postos de trabalho.
A entidade alerta que, ao excluir essas vagas do processo de seleção democrática, os cargos ficam sujeitos à nomeação direta pelo chefe do Executivo, sem que os profissionais passem pela avaliação prevista no certame.
O levantamento do Sindifoz também apontou outras inconsistências técnicas no material divulgado:
- Ausência de unidades: Redução injustificada no mapeamento das escolas do município.
- Dados duplicados: Erros no registro de códigos do INEP no edital.
- Divergência normativa: Incompatibilidades diretas entre o texto do edital e o decreto recente que regulamenta a matéria.
Para o presidente do Sindifoz, Francisco Johannsen, as mudanças representam um retrocesso na transparência e no diálogo com os trabalhadores da educação.
“O processo de gestão democrática precisa ser melhorado, aperfeiçoado, só que o que nós estamos visualizando na prática é que ele foi piorado. E agora estamos questionando: por que fizeram essas alterações? Qual é o objetivo dessas alterações? Qual o interesse público dessas alterações? Sem dizer que não houve nenhuma discussão com a categoria, muito menos com este sindicato”, destacou o dirigente.
O sindicato aguarda o posicionamento oficial da Prefeitura de Itajaí e da Secretaria de Educação sobre os pontos apresentados no ofício.
