O município recebeu duas estações meteorológicas próprias; as estruturas captam dados em tempo real sobre chuva, temperatura, umidade do ar, além de velocidade e direção do vento.
Navegantes deu um passo importante para modernizar o monitoramento do clima e antecipar ações diante de fenômenos como o El Niño. Na quinta-feira (4), o município recebeu duas estações meteorológicas próprias: uma na sede da Prefeitura (Centro) e outra na Escola Municipal Professora Maria Tereza Leal (Porto Escalvado).
A iniciativa faz parte da primeira fase da Rede Colaborativa de Monitoramento Climático, coordenada pelo CIM-AMFRI por meio da Câmara Temática de Proteção e Defesa Civil. Nesta etapa, 20 pontos de medição começam a operar em nove municípios da Foz do Rio Itajaí. O plano completo prevê alcançar 38 pontos em todas as 11 cidades da região até o fim de setembro.
Dados precisos e locais
As estruturas captam dados em tempo real sobre chuva, temperatura, umidade do ar, além de velocidade e direção do vento. A escolha do Centro e do interior garante uma visão completa das variações microclimáticas de Navegantes.
O coordenador da Defesa Civil do município, Alan Rodrigues, destaca a mudança de patamar com a chegada da tecnologia:
“Ter dados gerados diretamente no nosso território muda nossa forma de atuar. Deixamos as estimativas regionais genéricas e passamos a ter diagnósticos locais exatos. Isso gera alertas mais rápidos, permite mobilizar equipes com antecedência e protege a população e o patrimônio.”
Inteligência artificial e autonomia
O projeto é fruto da parceria entre o CIM-AMFRI, a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil e a Meteoblue do Brasil (grupo suíço Windy.com).
Os equipamentos possuem autonomia de energia solar e conexão própria à internet. Os dados alimentam uma plataforma integrada ao sistema estadual, alimentada por supercomputadores e inteligência artificial multimodelo para cruzar previsões com a medição real de campo.
Além de salvar vidas em momentos de crise, o histórico coletado ajudará no planejamento urbano, em estudos ambientais e no apoio a atividades locais, como a pesca e a agricultura.
