José Lídio da Costa, pai do ex-prefeito Aquiles da Costa, foi morto em 1998; família esperou 28 anos pelo julgamento
A condenação de Orteval Lino Fiuza encerrou uma espera de 28 anos por justiça para a família de José Lídio da Costa, o Zé Lídio, ex-vereador de Penha e pai do ex-prefeito Aquiles da Costa. O réu foi condenado a 18 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato ocorrido em 1998, no Mato Grosso.
O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri, em Comodoro (MT), e durou mais de 13 horas. Os jurados reconheceram a responsabilidade do réu e acolheram as qualificadoras de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A Justiça também negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.
Zé Lídio foi assassinado em 3 de maio de 1998, na região de Nova Lacerda (MT). Segundo a acusação, ele foi vítima de uma emboscada e atingido por três disparos de arma de fogo. O crime ocorreu dentro de um veículo onde também estavam os filhos Aquiles e Diana e a esposa, Rosângela Schneider da Costa.

Segundo a família, o assassinato teria sido motivado por uma desavença relacionada à extração e venda de palmitos. Lídio foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Natural de Penha, Zé Lídio havia exercido mandato de vereador pelo então PMDB entre 1993 e 1996. Depois de concluir o mandato, deixou Santa Catarina com a família em busca de novas oportunidades e passou a viver no Mato Grosso.
A demora no julgamento, segundo Aquiles, foi agravada pelas sucessivas mudanças de endereço do acusado, que dificultaram o cumprimento das intimações judiciais.
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Familiares e amigos viajaram até Comodoro para acompanhar o julgamento. Entre eles estavam Aquiles e sua irmã Diana, que vive no exterior. Os dois ainda eram crianças quando o pai foi assassinado.
Semanas antes do julgamento, Aquiles fez um movimento nas redes sociais, para mobilizar os jurados em busca de justiça.
A família foi representada na acusação pela advogada Samantha Andrade, de Balneário Piçarras, que atuou em conjunto com o Ministério Público durante o julgamento.
Para Aquiles, a condenação representa uma resposta aguardada por toda uma geração.
“Nunca perdemos a fé na Justiça. Todos os dias lembramos do nosso pai e, hoje, vencemos uma etapa. Finalmente, o nome e a honra de um ex-vereador, empresário e chefe de família permanecem registrados na história, com a memória e as devidas honras que ele merece”, afirmou.
