Cinema local em destaque: produção navegantina ganha as telas da cidade

Curta-metragem “Minha Última Carta de Amor” terá exibição gratuita e roda de conversa no Cineteatro Carecão

O cinema produzido em Navegantes ganha as telas do Cineteatro Municipal Carecão no próximo dia 13 de agosto (quinta-feira), às 20h, com a estreia do curta-metragem Minha Última Carta de Amor. A sessão é gratuita e aberta ao público, marcando não apenas o lançamento da obra, mas também promovendo um importante debate sobre os direitos da mulher e o abandono emocional nas relações conjugais.

Viabilizado com recursos da Lei Vilma Mafra de Incentivo à Cultura, gerida pela Fundação Cultural de Navegantes, o projeto reforça o potencial do audiovisual no município. Com 25 minutos de duração e produção assinada pela Take2 Filmes e TMF Filmes, o curta foi rodado entre abril e maio deste ano, utilizando cenários majoritariamente navegantinos, além de externas em Florianópolis.

A trama e a desconstrução do romance

Dirigido, escrito e estrelado pela cineasta Yasmyn Almeida, o filme tem inspiração no clássico Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (2004) e é baseado em experiências reais da autora. A narrativa foge da linearidade para contar a história do casal Carol e Rurik, que vive o mesmo amor, porém em frequências temporais distintas.

Enquanto o espectador acompanha Carol lidando com o fim de um relacionamento que parece insuperável, Rurik é retratado no início da paixão. Gradativamente, passado e presente se entrelaçam.

“O filme não segue uma estrutura convencional de romance. Ele demonstra, de forma crua e honesta, o relacionamento de duas pessoas que tentam a todo instante provar o seu lado. No roteiro, viajamos pela intensidade, pelo amor e pela raiva”, detalha a diretora.

Debate e reflexão social

Logo após a exibição, o evento contará com uma roda de conversa voltada aos direitos das mulheres, dialogando diretamente com a temática da obra. Segundo Yasmyn, o filme expõe dilemas profundos sobre o papel feminino no casamento contemporâneo.

“Rurik faz milhares de promessas e demonstra ser um homem apaixonado. No fim, Carol vive em um casamento marcado por memórias e promessas nunca cumpridas. O debate propõe exatamente essa reflexão: o abandono dela dentro do casamento, ecoando a realidade de tantas outras mulheres que se sentem sozinhas dentro da própria relação”, conclui a autora.

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