
ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL DE SANTA CATARINA – SECCIONAL NAVEGANTES
Acadêmico: Jornalista Fernando Cardoso de Souza, cadeira 8
Acabou mais uma Copa do Mundo FIFA de Futebol Masculino e o resultado, para nós, brasileiros, é que vamos ter que esperar mais quatro anos para acreditar, torcer e sofrer pela nossa seleção verde-amarela. Nossa decepção só não foi pior nesta Copa porque vimos a Argentina perder a final para a Espanha.
Por falar em amarelinha, a nossa “decepção brasileira” amarelou para os noruegueses e viu Haaland gozar da (e na) nossa cara. Até tentamos acreditar (e nos iludir) que, dessa vez, o Hexa vinha. Não foi por falta de torcida, e sim de competência e comprometimento de nossos jogadores. Em seus clubes, eles conseguem ser decisivos e os melhores em suas posições, mas, quando vestem a camisa do Brasil, parecem não saber o que fazer com a bola.
Depois da nossa eliminação precoce nas oitavas de final, passamos a torcer por seleções menos badaladas e que não colocariam em risco nossa hegemonia de títulos em mundiais. O problema é que toda equipe que escolhíamos para torcer também perdia, enquanto as nossas tradicionais rivais, França e Argentina, avançavam e despontavam como as grandes favoritas ao título.
Em vários jogos, tivemos que nos render ao talento de Kylian Mbappé e à genialidade de Lionel Messi. A França, apontada como a grande favorita, perdeu na semifinal para a Espanha e deu adeus à possibilidade do título. Já a Argentina, que queríamos ver logo fora da Copa, foi avançando aos trancos e barrancos — por vezes ajudada pelo “apito amigo” —, mas mostrando muita raça e superação (coisa que a seleção brasileira não demonstrou em campo). Conseguiu protagonizar viradas épicas e chegou à final com grandes chances de se sagrar tetracampeã.

Diante da excelente seleção da Espanha, a Argentina se sentiu acuada e abriu mão de atacar para apenas se defender e esperar o tempo passar, tentando levar a partida para os pênaltis. Fez cera, utilizou a tradicional catimba e exagerou nas faltas (marcadas e não marcadas pelo juiz). Brigou dentro e fora de campo, mas não conseguiu impedir que a Espanha levantasse a taça de campeã mundial, com méritos e jogando apenas futebol.
A Copa do Mundo de 2026 teve muitos momentos legais e marcantes, como as defesas de Vozinha, goleiro de Cabo Verde, a “remada Viking” da Noruega, o canto da torcida da Inglaterra, os belíssimos gols marcados e a festa da Espanha.
E a Argentina? Tinha tudo para sair como destaque da Copa, mas a imagem que ficou no fim foram as agressões contra os atletas da seleção da Espanha, o incentivo a confrontos de seus torcedores dentro dos estádios, a falta de fair play ao virarem as costas na cerimônia de premiação, além do comportamento hostil e das inúmeras confusões que os argentinos protagonizaram mundo afora.
Definitivamente, os argentinos não sabem perder. E a nós, brasileiros, só nos resta cantar: “Não chores por mim, Argentina…”
