Eles foram encaminhados para o Presídio da Canhanduba, em Itajaí.
O vereador de Penha Luciano de Jesus (PP) foi preso preventivamente nesta quarta-feira (1º), juntamente com e o ex-chefe de gabinete da presidência, Fabrício de Liz, durante operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), que investiga a prática de “rachadinha”. Eles foram encaminhados para o Presídio da Canhanduba, em Itajaí.
A prática conhecida como “rachadinha” ocorre quando servidores públicos repassam parte de seus salários ou benefícios a agentes políticos responsáveis por sua nomeação em cargos comissionados.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o esquema teria começado em 2025, com a transferência, via PIX, de parte dos salários de servidores da Câmara para contas dos investigados.
De acordo com o Gaeco, o principal operador do esquema seria o chefe de gabinete da Presidência da Câmara, responsável por exigir, receber e repassar os valores, que acabariam sendo direcionados ao então presidente do Legislativo.
Além dos dois mandados de prisão preventiva, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. O material recolhido será encaminhado à Polícia Científica para perícia e posterior análise do Gaeco, que busca identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração de uma possível rede criminosa.
Antes da prisão, Luciano de Jesus já havia sido afastado da presidência da Câmara. A medida cautelar foi aprovada por seis votos em reunião extraordinária, após requerimento do vereador Maurício Brockveld (MDB), em meio às denúncias investigadas pelo Ministério Público.
Com o afastamento, o vice-presidente Diego Matiello (MDB) assumiu interinamente a presidência até a conclusão dos trabalhos da Comissão Parlamentar Processante (CPP), instaurada para apurar o caso.
Em nota, a Câmara de Vereadores de Penha informou que o Gaeco realizou buscas nas salas do vereador e do chefe de gabinete. O Legislativo também confirmou que, na última sexta-feira (27), o plenário aprovou o afastamento cautelar do presidente e a abertura da CPP.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos presos.
