O Ministério Público apontou motivo torpe e uso de arma de fogo de uso restrito; acusado será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Balneário Piçarras, apresentou denúncia contra o empresário Ralf Mank, de 37 anos, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e duplo homicídio qualificado, praticado no dia 1º de julho em uma imobiliária no Centro da cidade.
O acusado permanece recolhido no Complexo Penitenciário de Itajaí. A denúncia já foi recebida pela Justiça. Considerando a gravidade dos crimes, o MPSC pediu manutenção da prisão preventiva, deferida pelo Poder Judiciário.
De acordo com as investigações, o acusado estaria portando de forma irregular uma pistola calibre 9 mm, utilizada para executar os corretores de imóveis, Thiago Adolfo, de 29, e Deyvid Leitte. 46 anos, em circunstâncias que dificultaram a defesa das vítimas. Thiago foi alvejado por oito disparos, enquanto Deyvid recebeu dois tiros, que atingiram o tórax e o abdômen.
O crime teria sido motivado por uma dívida de R$ 25 mil, referente à venda de parte da sociedade da imobiliária do réu. O denunciado ainda teria retirado o equipamento que armazenava as imagens de segurança da imobiliária, numa tentativa de ocultar provas.
Após o crime, o acusado teria fugido do local. No entanto, ele entrou em contato com um policial militar conhecido, a quem relatou o que teria feito e foi orientado a se entregar. Ele foi preso em flagrante em um posto de combustíveis. Durante a abordagem, a Polícia Militar encontrou, além da arma utilizada para cometer os assassinatos, manchas de sangue em suas roupas. No local, ele teria confessado o crime e entregado a arma utilizada.
Para a Promotora de Justiça Ana Laura Peronio Omizzolo, a atuação firme do Ministério Público é essencial para que o caso seja levado a julgamento popular. “Estamos diante de crimes graves, praticados com crueldade e por motivo torpe. O Ministério Público vai atuar para que o denunciado seja levado ao Tribunal do Júri e responsabilizado de acordo com a lei, garantindo também que as famílias das vítimas tenham voz no processo”, destacou.
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