Athanásio Joaquim Rodrigues, o prefeito provisório de Navegantes

ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL DE SANTA CATARINA – SECCIONAL NAVEGANTES

Texto: Jornalista Louise Benassi, cadeira 13

No mês de aniversário de Navegantes, a ALBSC Seccional Navegantes homenageia os moradores que contribuíram e contribuem com o desenvolvimento da cidade, por meio da história do prefeito provisório do recém-criado município, Sr. Athanásio Joaquim Rodrigues.   

Pela Resolução número 2 de 14 de maio de 1962 da Câmara Municipal de Itajaí, homologada pela Lei Estadual 828 de 30 de maio do mesmo ano, criava-se o município de Navegantes, emancipando-se de Itajaí. A cerimônia de instalação foi realizada em 26 de agosto de 1962, na sede do União F.C.

Após a cerimônia, a comissão de fundadores ofereceu uma churrascada aos convidados na casa do nativo Athanásio Joaquim Rodrigues, distinto morador empenhado na luta pela emancipação do bairro Navegantes.

Nesse dia, ele foi nomeado prefeito provisório pelo governador do Estado de Santa Catarina, Celso Ramos, para o pleito de 26 de agosto de 1962 a 31 de janeiro de 1963, quando assumiria o prefeito eleito. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado, na edição n. 7122, de 3 de setembro de 1962, por meio do Decreto de 30 de agosto de 1962.

Nos primeiros passos do novo município, Athanásio foi auxiliado por um funcionário de Itajaí, gentilmente cedido pelo prefeito de Itajaí, Eduardo Solon Cabral Canziani.

Uma de suas primeiras missões foi conseguir uma sede para a primeira prefeitura, que foi instalada em uma casa de madeira cedida por Arthur Gaya, em frente à Colônia de Pescadores. O prefeito provisório utilizava os instrumentos de trabalho de sua residência para a limpeza e abertura de ruas do novo município e, pessoalmente, administrava as obras.

Em 7 de outubro daquele ano, foi realizada a primeira eleição municipal. Athanásio ficou à frente do novo município até 31 de janeiro de 1963, quando assumiu o prefeito eleito Cirino Adolfo Cabral. 

Quem era Athanásio?

Athanasio Joaquim Rodrigues nasceu em Navegantes no dia 5 de julho de 1893, filho de Joaquim José Rodrigues e Perciliana Maria Rodrigues. Em idade escolar, frequentou a escola para o ensino das primeiras letras, em Itajaí.

Era casado com Etelvina Maria Geraldo com quem teve sete filhos, quatro chegando à idade adulta: Joaquim casado com Célia Seara, Percialina casada com Athur Gaya, Onofre Sobrinho casado com Nadir Benassi e a conhecida professora Nazir (Zizi), casada com Osmar Rebello.

Seu pai era um distinto carpinteiro naval e escultor. Tendo herdado essa habilidade, tornou-se aprendiz de carpinteiro, profissão que seguiu por muito tempo. Embarcou como mestre carpinteiro e foi marítimo por mais de 20 anos, passando por todos os continentes. Foi também estivador no Porto de Itajaí, capataz da Companhia de Navegação Lloyd Brasileiro e delegado não remunerado.

Durante a 2ª Guerra Mundial, fiscalizava e vigiava a orla marítima (Praia de Itajaí, hoje Navegantes). Trabalhou nas obras do porto (COBRASIL), administrou as obras do cemitério Municipal (centro) sem receber honorários e participou da diretoria e construção da Capela de Nossa Senhora dos Navegantes, tendo erguido com suas próprias mãos os tijolos e parte de carpintaria do telhado.  

Morreu em 30 de abril de 1972, aos 78 anos, como exemplar chefe de família, deixando aos seus sucessores um legado de sabedoria, honestidade, dignidade, respeito e amor a Deus e à sua terra natal.

Fonte: O Navegantes que eu Conto, de Didymea Lazzaris de Oliveira, com colaboração da professora Vilma Rebello Mafra.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


ATENÇÃO: Você não pode copiar o conteúdo
Direitos reservados ao Jornal nos Bairros