Três pessoas da mesma família morreram no acidente.
O caminhoneiro preso em flagrante delito após uma colisão entre dois veículos no Km 102 da BR-470, em Apiúna, na madrugada desta sexta-feira (25), teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. A decisão ocorreu durante audiência de custódia realizada nesta tarde. A decisão do juízo da Vara Regional de Garantias, da comarca de Blumenau, ocorreu após manifestações do Ministério Público e da defesa do réu.
Conforme inquérito policial, em estado de embriaguez, ele teria conduzido um caminhão em zigue-zague antes de colidir frontalmente contra um carro. O acidente resultou na morte imediata de três pessoas, e outras três vítimas gravemente feridas, todas pertencentes à mesma família.
Na audiência de custódia não há um interrogatório acerca dos fatos. Ela tem a finalidade única e exclusiva de investigar em quais condições houve a situação de flagrante. É verificado se o conduzido teve respeitado os seus direitos, de integridade física e de acesso à informação, como ligação para advogado e para a família. Durante o ato não há questionamentos sobre os fatos que levaram à prisão e tampouco a oitiva das partes. Dela participam o juiz, a promotoria, a parte e seu defensor.
O acidente
O mecânico Kainan Kelvin Carvalho, de 27 anos, conduzia o Ford Landau quando foi atingido de frente por um caminhão, no km 102 da BR 470.
Avó, mãe e neta morreram no local. As vítimas foram identificadas como Marizete Saitz, de 61 anos, Gabriela de Souza, de 37 anos, e Sophia de Souza Wessner, de 12 anos.

Kainan, que era marido de Gabriela, a irmã gêmea de Sophiae e o irmão caçula de 6 anos ficaram gravemente feridos e foram levados a hospitais.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista do caminhão estava embriagado. O teste do bafômetro apontou 0,94 miligrama de álcool por litro de ar expelido, sendo quase o triplo do limite para configuração de crime de trânsito, que é de 0,3 mg/L. O condutor, de 28 anos, foi preso em fragrante.
