Ele foi encontrado encalhado em praia de Bombinhas
Está em tratamento na Unidade de Estabilização de Animais Marinhos da Univali, em Penha, o primeiro pinguim resgatado na região nesta temporada. A ave, da espécie pinguim-de-magalhães, foi encontrada encalhada na praia do Canto Grande, em Bombinhas, na sexta passada.
O animal segue sob cuidados da equipe veterinária até que tenha condições de voltar ao mar. O pinguim é um indivíduo juvenil, chegou debilitado e desidratado, pesando cerca de 1,7 kg. No exame, foi observada a presença de parasitas, mucosas ressecadas e pálidas, além de áreas com falta de penas nas asas.
Os pinguins-de-magalhães são aves migratórias que saem em grupos das colônias da Patagônia argentina e fazem uma longa viagem em busca de águas mais quentes e alimento, chegando até o litoral sul e sudeste do Brasil. O período migratório acontece entre os meses de maio e outubro.
A espécie costuma aparecer na costa brasileira bem debilitada, especialmente os animais juvenis, ao se perderem do grupo durante a migração. Por estarem muitas vezes em sua primeira viagem, eles acabam exaustos, desidratados e enfraquecidos, podendo morrer por causas naturais, relacionadas principalmente ao alto gasto energético da migração.
Unidade de Estabilização de Animais Marinhos
A Unidade de Estabilização de Animais Marinhos faz parte do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, PMP-BS, coordenado pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), na cidade de Penha. A Unidade é uma das ações do projeto que visa a criação de uma rede de atendimento à fauna marinha nos estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo.
A Unidade de Estabilização tem espaço devidamente equipado para realização do atendimento veterinário inicial de aves, tartarugas e mamíferos marinhos resgatados no monitoramento das praias. Após este primeiro atendimento, caso necessário, a unidade encaminha o animal ao Centro de Reabilitação e Despetrolização mais próximo, onde os animais terão um atendimento completo, podendo ficar reabilitação por períodos mais longos. Já em casos de óbito, a unidade é capacitada para realizar necropsia dos animais ou das carcaças.
FONTE: Diarinho
