Família Acolhedora em Penha está capacitando famílias para participar do programa.
A Secretaria de Assistência Social de Penha está com inscrições abertas para o Programa Família Acolhedora. A iniciativa vai formar pessoas para acolher, temporariamente, crianças e adolescentes integrantes de famílias atendidas pelos serviços socioassistenciais do município. As capacitações iniciam a partir deste sábado, 5 de julho.
Os encontros ocorrerão aos sábados (05/07, 12/07, 19/07, 26/07, 02/08 e 09/08), conforme cronograma definido pela equipe técnica. A participação é obrigatória para famílias que desejam integrar o serviço. “O cuidado e afeto de uma família que acolhe são mais específicos do que os possibilitados em abrigos. Essa política pública desenvolve a cidadania dos que acolhem e faz a diferença na vida do acolhido por meio da integração em uma rotina familiar”, explica o secretário de Assistência Social, Diogo da Silva.
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O programa é aberto à participação de maiores de 21 anos, sem restrições de gênero ou estado civil. É necessário residir em Penha há pelo menos dois anos. Além disso, o participante não pode estar inscrito no Cadastro Nacional de Adoção ou ter interesse em adotar.
“O objetivo da Família Acolhedora é colaborar para o desenvolvimento pessoal do acolhido enquanto as equipes atuam para reestruturar a família de origem ou, quando necessário, encaminhá-lo ao sistema de adoção”, completa Diogo.
A comunidade interessada deve ter disponibilidade em participar do processo de habilitação, que inclui entrevista, visita domiciliar e capacitação de 20 horas. Ao longo do programa, há acompanhamento da equipe técnica do serviço social e uma contrapartida do Estado, com subsídio financeiro.
Os interessados devem entrar em contato com a Secretaria de Assistência Social, por meio do telefone (47) 3170-3855 (atendimento das 8h às 12h), WhatsApp (47) 3170-4283 ou e-mail [email protected].
Família Acolhedora: lar temporário para quem precisa
O serviço de Família Acolhedora não se confunde com a adoção, mas desempenha um papel essencial na vida de crianças e adolescentes. Seu objetivo é oferecer àqueles afastados, temporariamente, de suas famílias por medida protetiva uma vivência segura e afetiva em ambiente familiar. Trata-se de uma alternativa ao acolhimento institucional, proporcionando um lar provisório até que seja possível o retorno à família de origem ou, quando necessário, a inclusão em um processo de adoção.
Previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o acolhimento familiar é um importante mecanismo de garantia de direitos e contribui, significativamente, para o desenvolvimento emocional e psicológico de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
