Tempo de espera na fisioterapia pública cai em Navegantes

Pacientes passam menos tempo na fila de espera no Cefir após integração com atividades físicas

O tempo de espera por fisioterapia em Navegantes caiu significativamente. O Centro de Fisioterapia e Reabilitação (Cefir) registra hoje a menor fila para pacientes crônicos em quase 20 anos — cerca de dez vezes menor do que em períodos anteriores.

A mudança está ligada a uma nova forma de atendimento, que passou a integrar saúde e esporte. Com isso, pacientes que recebem alta da fisioterapia agora têm continuidade no acompanhamento por meio de atividades físicas, evitando o retorno à fila.

Atualmente, o Cefir atende mais de 210 pessoas por dia, em diferentes especialidades. Casos agudos, como fraturas recentes ou pacientes que sofreram AVC, estão sendo atendidos em até duas semanas.

Ciclo que sobrecarregava o sistema

Por anos, pacientes com doenças crônicas concentraram a maior demanda da fisioterapia pública no município. São casos que exigem acompanhamento contínuo, como dores articulares, sequelas neurológicas e problemas musculoesqueléticos.

O principal problema surgia após a alta. Sem uma alternativa para manter os ganhos obtidos no tratamento, muitos pacientes regrediam e acabavam voltando para a fila — criando um ciclo que sobrecarregava o sistema e dificultava o acesso de novos atendimentos.

Integração como saída

A estratégia para romper esse ciclo veio da aproximação entre a Secretaria de Saúde e a Fundação Municipal de Esporte. A partir dessa integração, pacientes passaram a ser encaminhados para programas de atividade física após a fisioterapia.

No Navega Movi, por exemplo, o paciente continua sendo acompanhado por profissionais de educação física e pode participar de atividades como musculação, funcional e pilates, de acordo com o quadro clínico.

Em casos mais complexos, principalmente neurológicos, o acompanhamento segue em programas específicos, com foco na manutenção da autonomia e da qualidade de vida.

O modelo também permite o acompanhamento contínuo do paciente. As informações sobre a evolução nas atividades físicas retornam para a equipe de saúde, criando um histórico integrado entre fisioterapia e exercício.

Menos retorno, mais vagas

Com a mudança, o número de pacientes que retornam ao Cefir após a alta caiu drasticamente. Hoje, menos de 5% voltam a precisar de atendimento.

Na prática, isso significa mais vagas disponíveis e um sistema mais ágil. Ao garantir continuidade no cuidado, o município não apenas trata, mas evita recaídas — o que tem refletido diretamente na redução das filas.

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