Tecnologia usada para reduzir danos de tempestades já opera em 13 municípios e deve chegar a outras 13 cidades em 2026.
O Governo de Santa Catarina vai ampliar o Sistema Antigranizo, tecnologia utilizada para reduzir os danos provocados por tempestades de granizo, especialmente em regiões agrícolas do estado. Atualmente, o sistema funciona em 13 municípios e a previsão é de que outras 13 cidades passem a contar com a estrutura ainda em 2026.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), em parceria com prefeituras. A tecnologia atua de forma preventiva, reduzindo o tamanho das pedras de gelo formadas nas nuvens e, consequentemente, os prejuízos nas lavouras.
Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, Santa Catarina se tornou referência na utilização do sistema. A expansão prevista busca ampliar a cobertura da tecnologia e reforçar a política de prevenção no campo.
Atualmente, o sistema está implantado nos municípios de Rio das Antas, Fraiburgo, Matos Costa, Timbó Grande, Lebon Régis, Tangará, Macieira, Caçador, Calmon, Videira, Pinheiro Preto, Ibiam e Arroio Trinta.
Para 2026, a previsão é de implantação e operação em São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Atalanta, Aurora, Chapadão do Lageado, Imbuia, Ituporanga, Vidal Ramos, Petrolândia, Lacerdópolis, Presidente Castello Branco, Iomerê e Joaçaba. O investimento estimado para essa expansão é de cerca de R$ 12 milhões, além da atualização dos valores de manutenção para os municípios que já participam do programa.
Em 2025, o Governo do Estado repassou aproximadamente R$ 2,2 milhões em convênios para garantir a operação do sistema nas cidades atendidas.
Como funciona
O Sistema Antigranizo começou a operar em Santa Catarina em 1989. Ele utiliza geradores instalados no solo que queimam iodeto de prata, liberando o composto na atmosfera quando há formação de nuvens carregadas.
A substância atua na estrutura das nuvens, estimulando a formação de cristais menores de gelo. Com isso, grandes pedras de granizo se transformam em partículas menores, que podem se dissolver antes de atingir o solo ou cair como chuva supergelada.
De acordo com o meteorologista João Luís Rolim, diretor da empresa AGF Antigranizo Fraiburgo, responsável pela operação do sistema, o método ajuda a diminuir tanto o tamanho das pedras quanto a área atingida pelas tempestades.
Inicialmente, a tecnologia foi implantada para proteger pomares de maçã. Com os resultados positivos, o sistema foi ampliado para outras culturas agrícolas, como o tomate, e hoje conta com cerca de 170 geradores em funcionamento no estado.
