Itajaí lança serviço que acolhe crianças e jovens em lares temporários

Programa atenderá público infantojuvenil afastado do ambiente familiar de origem

Assim como Navegantes e Penha, a cidade de Itajaí passa a aderir ao programa Família Acolhedora. O programa será apresentado pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania no dia 8 de abril, às 14h, na Câmara de Vereadores. A iniciativa tem como foco oferecer um lar temporário, seguro e afetuoso para crianças e adolescentes que precisaram ser afastados de suas famílias de origem por determinação judicial.

Diferente do acolhimento institucional em abrigos, o programa prioriza o cuidado individualizado e a convivência comunitária. A proposta é garantir que jovens de 0 a 18 anos incompletos recebam atenção exclusiva em um ambiente familiar enquanto a rede de proteção trabalha para a sua reintegração à família biológica ou, quando necessário, para o encaminhamento a uma família substituta.

Confira a Lei:

Instituído como política pública municipal pela Lei nº 7.840/2025, o serviço será operacionalizado pelo GEAADI Laços Encontrados, organização da sociedade civil com reconhecida trajetória no apoio à adoção e defesa dos direitos infantojuvenis em Itajaí. A entidade será responsável por mobilizar a comunidade, capacitar as famílias voluntárias e realizar todo o acompanhamento psicossocial necessário durante o período de guarda provisória.

Para garantir que o acolhido tenha todas as suas necessidades básicas atendidas, as famílias habilitadas receberão um subsídio financeiro mensal no valor de um salário mínimo, destinado a despesas com alimentação, higiene, educação e lazer.

Como participar?

Para se cadastrar como Família Acolhedora, é necessário cumprir alguns requisitos, como: ter mais de 21 anos; residir no município de Itajaí; não ter interesse em adoção e não estar inscrito no Cadastro Nacional de Adoção; ter a concordância de todos os membros da família maiores de 18 anos; e ter disponibilidade de tempo e afeto.

Os interessados deverão preencher um formulário de intenção e passarão por etapas de capacitação preparatória, entrevistas psicossociais e visitas domiciliares junto à equipe técnica antes de serem habilitados para receber uma criança ou adolescente.

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