Proposta foi entregue ao Ministério de Portos e Aeroportos; especialistas em planejamento urbano e logística portuária avaliam que a proposta ainda precisa esclarecer pontos importantes
Itajaí apresentou ao Ministério de Portos e Aeroportos um projeto para construção de um terminal de cruzeiros estimado em cerca de R$ 300 milhões. A proposta foi entregue no dia 5 de março pelo Instituto Mais Itajaí e pretende ampliar a capacidade da cidade para receber grandes navios de passageiros.
O terminal foi projetado para a área ao lado do Centreventos Governador Luiz Henrique da Silveira, que funcionaria como berço de atracação e ponto de embarque e desembarque de passageiros. O complexo prevê cerca de 20 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em três pavimentos.
Entre as estruturas previstas estão áreas de check-in, triagem e movimentação de bagagens, salas de espera, espaços VIP, setores administrativos, além de áreas comerciais e restaurantes. Segundo os responsáveis pelo projeto, o terminal seria dimensionado para receber alguns dos maiores navios de cruzeiro em operação.
O estudo foi viabilizado pelo Instituto Mais Itajaí, entidade formada por mais de 60 empresas locais. O masterplan foi desenvolvido com investimento privado de quase R$ 1 milhão e será doado ao governo federal para análise.

Além do terminal de passageiros, o projeto também prevê intervenções urbanísticas em áreas próximas ao porto, como a Praia da Atalaia e o Molhe da Barra, com a proposta de criação de um parque turístico e melhorias nos espaços públicos.
A ideia, segundo os proponentes, é integrar o novo terminal a outras áreas da cidade, como a avenida Beira-Rio e o eixo da avenida Paulo Bauer, fortalecendo a relação urbana com o rio e o mar.
A proposta agora será analisada pelo governo federal, que deverá avaliar alternativas para viabilizar o empreendimento, como a inclusão da obra em futuras concessões portuárias ou a realização de uma concessão específica para operação do terminal.
Alguns especialistas em planejamento urbano e logística portuária, no entanto, avaliam que a proposta ainda precisa esclarecer pontos importantes, como o modelo de financiamento da obra, o impacto no trânsito da região central e a compatibilidade do terminal com as operações portuárias já existentes.
Também há questionamentos sobre a prioridade de investimentos públicos e privados em um projeto voltado ao turismo de cruzeiros, enquanto outras demandas de infraestrutura urbana e portuária seguem em discussão no município.
