Paralisação foi reorganizada pela categoria, que também prevê atos pela manhã; movimento deve ocorrer sem bloqueios de rodovias
Caminhoneiros autônomos que atuam em Itajaí e Navegantes decidiram aderir ao movimento nacional da categoria, mas a paralisação, inicialmente prevista para iniciar às 18h de quarta-feira (18), foi adiada e agora tem início marcado para o meio-dia desta quinta-feira (19).
A decisão original havia sido tomada em assembleia realizada na terça-feira (17), em um posto às margens da BR-101, reunindo cerca de 200 profissionais. Com a reorganização do movimento, a concentração principal deve ocorrer no pátio do posto Dalçóquio, no início da rodovia Jorge Lacerda, próximo à BR-101.
Antes disso, às 8h, está programado um ato regional em frente à Superintendência do Porto de Itajaí.
A organização afirma que a mobilização será pacífica e ordeira, sem bloqueios no trânsito ou interdições de rodovias.
A mobilização acompanha o movimento iniciado por transportadores ligados ao Porto de Santos, que já haviam aprovado a paralisação em outros estados. A expectativa das lideranças locais é de adesão inicial entre 60% e 70% dos caminhoneiros autônomos da região.
Entre as principais queixas está o aumento recente no preço do diesel, que pressiona os custos da atividade. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o combustível registrou alta significativa nos últimos dias, impactando diretamente a rentabilidade dos fretes.
Os trabalhadores afirmam que, além do diesel mais caro, os valores pagos pelo transporte não acompanham os custos operacionais, o que tem levado muitos profissionais a evitarem viagens com margem reduzida ou prejuízo. Em alguns casos, manter o caminhão parado tem sido considerado mais viável.
Na região, os caminhoneiros também apontam dificuldades na operação portuária, como filas prolongadas e falta de estrutura para espera, especialmente no atendimento ao complexo portuário de Itajaí. Além disso, muitos atuam em rotas que incluem Itapoá e Imbituba, o que amplia o impacto da paralisação.
A categoria defende a revisão dos valores de frete e medidas que reduzam os custos do setor. Até o momento, não há definição sobre a duração do movimento, que deve ser avaliado conforme a adesão nacional.
