Piloto morto em queda de parapente foi voluntário na guerra na Ucrânia

Thiago Ohlson compartilhava desafios e histórias da atuação no conflito, além de manobras aéreas radicais nas redes sociais

O piloto de parapente que morreu na tarde deste sábado (17) após um acidente aéreo em Penha, foi identificado como Thiago Ohlson. Ele colidiu contra uma árvore durante a execução de uma manobra e sofreu múltiplas fraturas. As equipes de socorro foram acionadas, mas encontraram a vítima já sem sinais vitais. A ocorrência foi registrada por volta das 15h30, no Mirante da Praia Vermelha, e o óbito foi confirmado no local pelo Corpo de Bombeiros.

Atuante no voo livre, Thiago se definia nas redes sociais como aventureiro e piloto acrobático. Com experiência em paraglider e na formação de novos praticantes, ele costumava divulgar imagens de manobras técnicas e voos realizados com alunos. A maior parte do conteúdo era produzida na Praia Vermelha, região onde residia e desenvolvia suas atividades profissionais.

Ao longo do último ano, além das publicações relacionadas ao esporte, Thiago passou a compartilhar registros de uma vivência fora do país. Voluntário na guerra da Ucrânia, ele utilizou as redes sociais para mostrar treinamentos, a rotina dos combatentes e situações enfrentadas na linha de frente do conflito. O retorno ao Brasil ocorreu em novembro, quando retomou os voos em Santa Catarina.

Em um dos relatos publicados após deixar a Ucrânia, o piloto descreveu o impacto emocional da experiência e as transformações pessoais decorrentes do período vivido em meio à guerra. Já em sua última postagem no Instagram, onde reunia mais de 34 mil seguidores, Thiago refletiu sobre liberdade, escolhas pessoais e a busca por paz, temas recorrentes em suas mensagens públicas.

O acidente

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, o acidente foi registrado por volta das 15h30, na Rua do Turismo. Durante uma manobra, o piloto teria colidido contra uma árvore, vindo a cair em uma área de mata de difícil acesso.

As equipes de socorro foram acionadas, mas encontraram a vítima já sem sinais vitais.

Pessoas que presenciaram a queda se deslocaram até o ponto do impacto e encontraram Thiago ainda preso ao equipamento. Ele foi retirado da cadeirinha e colocado no solo antes da chegada do socorro. Quando a guarnição dos bombeiros alcançou o local, o piloto já não apresentava sinais vitais.

A vítima sofreu múltiplas fraturas, incluindo nos membros inferiores, no braço esquerdo e um trauma grave na região posterior da cabeça. O helicóptero Águia da Polícia Militar, uma equipe avançada do Samu e os coordenadores de praia de Penha também foram acionados. Após avaliação médica, a morte foi oficialmente constatada no local.

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