Iniciativa do Instituto Ambiental de Navegantes prevê instalação de 80 coletores até 2026 e foco na mudança de comportamento da população
A Prefeitura de Navegantes iniciou a implantação de bituqueiras ao longo da orla marítima como estratégia para combater o descarte irregular de pontas de cigarro e ampliar as ações de preservação ambiental no município. A medida integra o projeto “Navegantes Mais Limpa”, coordenado pelo Instituto Ambiental de Navegantes (IAN).
Nesta etapa inicial, 27 bituqueiras já foram instaladas em pontos de grande circulação, especialmente na orla e em áreas que concentram atividades de verão, como a Arena do Pontal, os polos do Navega Verão no Centro e na Meia Praia, além das entradas das praias 6 e 7. Também receberam os equipamentos a Praça Central, a Praça Marília Soares e a região do Gravatá.
A previsão do município é chegar a cerca de 80 coletores até o fim de 2026. Cada bituqueira tem capacidade para armazenar até 8 mil unidades, e a estimativa é recolher mais de 500 mil bitucas por ano. Após a conclusão da instalação na orla, o projeto deve ser ampliado para outros espaços com grande fluxo de pessoas, como praças, o terminal de ônibus e áreas públicas estratégicas.
O investimento na fabricação das bituqueiras, além de placas informativas e adesivos educativos, foi de R$ 5.600, com recursos oriundos de compensação ambiental. A coleta do material será realizada em parceria com a Secretaria de Água e Saneamento Básico (Sasan), responsável pela limpeza das praias, com apoio das equipes do IAN.
Para o superintendente do IAN, Diego Dias, a ação vai além da infraestrutura e depende diretamente da conscientização da população. Ele destaca que o descarte incorreto das bitucas causa impactos significativos ao meio ambiente. “Uma única bituca pode contaminar até oito litros de água. O filtro leva cerca de dez anos para se decompor e libera microplásticos e substâncias tóxicas no solo e na água. As bituqueiras ajudam, mas a mudança de comportamento é fundamental para o sucesso do projeto”, afirma.
Mesmo sem dados consolidados, a avaliação inicial do IAN é positiva. Segundo o instituto, já na primeira semana foi possível perceber boa aceitação por parte da população. Por outro lado, o vandalismo tem sido um desafio: duas bituqueiras foram arrancadas e placas informativas danificadas logo nos primeiros dias.
“A preservação desses equipamentos é essencial para que a iniciativa funcione e cumpra seu papel ambiental”, reforça Diego Dias, ao pedir o apoio da comunidade para cuidar dos espaços públicos.
