Grupo mexicano irá operar o aeroporto de Navegantes

aeroporto de Navegantes por JB

O anúncio foi feito nesta terça (18) ao ministro do MPor, Silvio Costa Filho.

O grupo mexicano Aeropuerto de Cancún, subsidiária do Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR), anunciou nesta terça-feira (18) ao ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a aquisição da operação da Motiva (ex-CCR) no Brasil, que administra 17 aeroportos no país, em nove estados, o Aeroporto Ministro Victor Konder, em Navegantes (SC).

A operação tem valor total de R$ 5 bilhões e envolve ativos em outros países da América Latina. A empresa mexicana possui ampla experiência em gestão aeroportuária. O grupo, atualmente, opera nove aeroportos no México e outros sete na América Latina.

O Grupo atualmente opera nove aeroportos no México e outros sete na América Latina. No Brasil, além do aeroporto de Navegantes, passará a operar também o de Joinville (SC), Londrina (PR), Aeroporto Afonso Pena (PR), Foz do Iguaçu (PR), Aeroporto de Bacacheri (PR), Aeroporto Internacional de Uruguaiana (RS), Bagé (RS), Aeroporto Internacional de Pelotas (RS), Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (MG), Pampulha (MG), Aeroporto Internacional de Goiânia (GO), Palmas (TO), Teresina (PI), Petrolina (PE), Aeroporto Internacional de São Luís (MA) e Imperatriz (MA).

Operações continuam normalmente

De acordo com a assessoria da Motiva, não há nenhum impacto operacional no aeroporto, que continua funcionando normalmente. A Motiva seguirá à frente da administração do terminal pelos próximos meses, até que a transação seja formalmente concluída, mantendo o atual quadro de colaboradores, assegurando o cumprimento dos contratos vigentes e com o compromisso de oferecer a melhor experiência aos passageiros. A previsão é que a conclusão do processo aconteça em 2026, após a aprovação pelo poder concedente e pelos órgãos de defesa da concorrência.

Ampliação de voos

Costa Filho evidenciou a possibilidade de ampliação dos voos entre os dois países e de incremento do turismo de lazer e de negócios. Pela posição geográfica estratégica dos dois países da América Latina, ao sul e ao norte, Brasil e México podem ser hubs aeroportuários, com conexão entre Estados Unidos e os países sul-americanos.

A aquisição reflete também, na opinião do ministro, a atratividade do setor de transporte aéreo nacional, valorizando os ativos brasileiros e criando novas oportunidades de negócio para outros aeroportos no país. Neste ano, de janeiro a setembro, foram registrados 1.375 voos entre os dois países, uma alta de 17% em relação ao mesmo período do ano passado, e 253 mil passageiros transportados, com crescimento de 15,4% frente a 2024.

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