Corpo de marinheiro de Navegantes é localizado no RJ

Tripulante desapareceu após o rebocador São Lourenço I afundar; outra vítima catarinense também foi identificada.

O corpo do marinheiro João Gomes do Nascimento, 45 anos, morador de Navegantes conhecido como João do Peixe, foi localizado na sexta-feira, em Ilha Grande, município de Angra dos Reis (RJ). Ele e mais um catarinense estavam desaparecidos no naufrágio do rebocador São Lourenço I, no Rio de Janeiro. Os corpos foram encontrados após quase duas semanas de buscas.

A primeira vítima encontrada foi o contramestre Rafael Luz de Souza, 39 anos, de São Francisco do Sul. Ele foi localizado na terça-feira passada, próximo ao local do naufrágio. O corpo foi trazido para Santa Catarina e sepultado na sexta-feira, no Cemitério Municipal de São Francisco do Sul.

João do Pexe tinha entredo para a empresa em outubro.

Já João atuava como chefe de máquinas e ingressou para a tripulação do São Lourenço I no último 13 de outubro. Ele também era proprietário de uma peixaria em Navegantes e havia trabalhado no ferry-boat.

O corpo de João chega a Navegantes na noite desta terça-feira (18) e a despedida será na manhã de quarta-feira (19), na Igreja Pentecostal Missionária Lírio dos Vales, no Centro de Navegantes, das 9h às 11h. Em seguida, o sepultamento será realizado no Cemitério Metropolitano do Gravatá.

O naufrágio

João e outros dois tripulantes haviam sido contratados para trazer a embarcação, recém-adquirida pela empresa Sea Náutica, até Paranaguá (PR). Durante o trajeto, no dia 30 de outubro, o rebocador naufragou próximo à Ilha de Marambaia, entre Angra dos Reis e Mangaratiba, no litoral fluminense.

O acidente teria sido provocado pelo mau tempo. Rafael e João desapareceram após o naufrágio. O único sobrevivente foi o auxiliar de convés Jefferson Souza, que conseguiu se salvar utilizando um bote de emergência. Ele relatou que não conseguiu visualizar os colegas durante o acidente para tentar socorro.

As buscas foram inicialmente conduzidas pela Capitania dos Portos do Rio de Janeiro. Familiares das vítimas reclamaram da lentidão e da ausência de reforço nas operações. Um dos filhos de João chegou a viajar ao Rio de Janeiro e fazer buscas por conta própria, utilizando uma lancha alugada.

Após varreduras em diversas ilhas e praias da região, os corpos dos marinheiros foram encontrados na Ilha Grande, pertencente ao município de Angra dos Reis.

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