Penha é a terceira maior produtora de mariscos do Brasil

A marca conta no Boletim da Aquicultura em Águas da União 2024, publicado nesta terça-feira, 7, pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).

Com uma produção anual de 963 toneladas anuais, Penha se destaca no cenário como a terceira maior produtora de mariscos do Brasil e, consequentemente, de Santa Catarina. O número conta no Boletim da Aquicultura em Águas da União 2024, publicado nesta terça-feira, 7, pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).

Os números da maricultura de Penha advêm de 45 cessões produtivas alocadas nas praias Alegre e Armação – sendo que para formação do quantitativo, seis produtores deixaram de informar sua produção anual ao MPA. Num comparativo com 2019 (731 toneladas/ano), a produção de Penha cresceu 31,7%.

“A maricultura é uma das grandes vocações econômicas de Penha. Ela representa não apenas geração de renda e emprego para nossas famílias, mas também a valorização de um modo de vida tradicional, que une sustentabilidade, inovação e o potencial do nosso mar”, pontua o prefeito, Luizinho Américo.

A produção de mexilhões de Penha aparece atrás de Palhoça (2.168,30 toneladas/ano) e de Bombinhas (1.603,00 toneladas/ano). Ao longo dos últimos anos, conforme relatório do MPA, Penha tem figurado como a principal produtora do país – com toneladas anuais oscilando na ponta do ranking.

Apesar da Penha ser o terceiro maior produtor de mexilhões de Santa Catarina, é o município que apresenta a maior produtividade por área de cultivo: 24,69 toneladas/produtor, superando Palhoça que apresenta uma produtividade média de 21,25 toneladas/produtor e Bombinhas que é de 16,35 tonelada/produtor.

 “Essa constância no topo do ranking revela a força e a maturidade do setor aquícola de Penha, resultado de uma combinação de fatores como tradição e conhecimento técnico dos produtores locais, condições ambientais favoráveis para o cultivo de mexilhões e apoio institucional e organizacional que vem garantindo a continuidade e o crescimento da atividade” enaltece o oceanógrafo com mestrado e doutorado em aquicultura, professor Gilberto Manzoni.

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos e realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo de moluscos bivalves. O Molubis: Programa Nacional de Moluscos Bivalves Seguros, da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, permitindo maior segurança para os produtores e consumidores.

Segundo os dados do MPA, no Brasil houve um crescimento de 20% na produção em relação a 2023, totalizando 148.564,71 toneladas de pescados produzidos. O boletim também traz avanços inéditos: pela primeira vez foi possível rastrear a origem dos alevinos engordados em tanques-rede e calcular o Valor Bruto da Produção (VBP) da aquicultura em águas da União, que chegou a R$ 1,26 bilhão.

O Valor Bruto da Produção (VBP) representa o valor total que o produtor recebe na “porteira” pela venda de seus produtos, ou seja, o preço da produção no momento em que sai da propriedade. No caso da aquicultura em águas da União, o VBP de 2024 fornece pela primeira vez uma estimativa concreta do valor econômico da atividade para os aquicultores.

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