Com apresentações gratuitas em escola e espaço cultural, projeto passará pelas cidades no mês agosto para dialogar com estudantes, professores e a comunidade em geral
Com o objetivo de democratizar o acesso à arte e fomentar reflexões históricas e sociais, em especial sobre as pandemias enfrentadas no mundo, o espetáculo solo Atra Pestis circulará em agosto por Navegantes. A apresentação acontece no dia 05 de agosto, às 11h15, na Escola Municipal Prof. Badia de Faria, no Bairro Hugo de Almeida.
As apresentações são gratuitas e acontecem em escolas públicas e espaços culturais de determinadas cidades, O evento é destinado a estudantes, professores e comunidade em geral, de áreas urbanas e rurais.
Idealizado, dirigido e interpretado por Oyama Achcar, o espetáculo convida o público a uma intensa imersão que conecta o passado da peste bubônica, na época chamada de “Peste Negra”, aos impactos recentes da pandemia de Covid-19. Ao transitar entre os séculos XIV e XXI, a peça provoca reflexões sobre a fragilidade humana, a falta de empatia, o individualismo, as agressões à natureza e os desafios da medicina. Em um dos momentos, o público é chamado a participar da encenação, o que torna a experiência ainda mais sensível e interativa.
“Acreditamos que a arte tem um papel essencial de provocar reflexões. Levar o espetáculo para além dos grandes centros, com acessibilidade e diálogo direto com estudantes e moradores, amplia horizontes e instiga o pensamento crítico”, destaca Oyama Achcar, idealizador do projeto. “A peça não é apenas sobre pandemias, mas sobre a repetição dos erros da humanidade e a urgência de mudarmos posturas”, completa.
O projeto de circulação do espetáculo Atra Pestis é executado pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), com recursos do Governo Federal e da Política Nacional Aldir Blanc.
Sinopse
O espetáculo solo Atra Pestis conduz o público por dois momentos marcantes. Primeiro, uma narrativa histórica que revela a origem e os impactos da peste bubônica entre os séculos XIV e XV, que matou cerca de um terço da população europeia, estabelecendo paralelos com a pandemia de Covid-19. Em seguida, a figura simbólica do médico da peste medieval, o Dr. da Peste, ganha vida, interagindo com a plateia em uma cena carregada de expressão corporal e simbolismos. Com cerca de 45 minutos de duração, a peça propõe uma jornada de aprendizado, questionamento e empatia, unindo arte, ciência, filosofia e história.
