CORVINA AMEAÇADA DE EXTINÇÃO É FALTA DE GESTÃO PESQUEIRA  

O Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (Conape) apresentou proposta que pode incluir a corvina na lista de espécies ameaçadas de extinção. A corvina integra o Plano de Recuperação de Espécies Aquáticas Ameaçadas. O documento traz metas, objetivos e diretrizes para garantir a preservação dos animais listados.

Outros estudos publicados após essa avaliação, utilizando metodologia de avaliação de estoque, indicam que a corvina do Sul e Sudeste do Brasil se encontra sobrepescada (biomassa menor do que seria sustentável) e sofrendo sobrepesca (mortalidade de pesca maior do que seria sustentável), o que requer medidas de ordenamento para a recuperação dos dois estoques de corvina.

A medida gerou preocupação do Sindicato dos Armadores e das Indústrias de Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), que já tinha pedido uma reavaliação do Ministério da Pesca com base em dados atualizados. É inegável que a preservação das espécies é necessária – afinal, se não tiver mais peixe, não terá mais o que pescar, o setor para, entretanto, o que falta é uma gestão pesqueira adequada, para evitar que espécies entrem na lista dos ameaçados de extinção.  

Pesquisadores de Itajaí entendem que os órgãos envolvidos devem fazer avaliações de estoque com frequência desse recurso, para estabelecer limites de captura ao longo do tempo. Colocar a espécie no status de “vulnerável” é o mais fácil, diante da falta de capacidade dos órgãos em fazer a gestão pesqueira adequada.

Os ministérios e o ICMBio devem trabalhar em conjunto pra recuperar a espécie através de estratégias de gestão pesqueira. O simples fato de colocar a corvina como vulnerável não protege a espécie. É necessário que tenham estudos permanentes da espécie, para que se tenha excelência na gestão pesqueira.

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